[Live#7] A boiada do veneno

 474 agrotóxicos registrados em 2019. Outros 150 já registrados em 2020, a maioria em plena pandemia. Pode isso? Quais os caminhos que levam um agrotóxicos a ser considerado “seguro” para o uso no Brasil? O que isso significa para a saúde da população brasileira?

A live desta semana (quarta, 10/06, 14h) trouxe dois grandes especialistas da Fiocruz neste tema: Aline Gurgel, pesquisadora do LASAT/CPqAM, e Luiz Cláudio Meirelles, ex-gerente geral de toxicologia da Anvisa, e pesquisador do CESTEH/Ensp. O debate será mediado pela advogada popular Naiara Bittencourt, da Terra de Direitos e da Campanha Contra os Agrotóxicos.

{Live #6} Agrotóxicos e as Eleições de 2020

A Live da Campanha desta quarta-feira (2 de junho), às 14h, trouxe ao centro do debate o tema das eleições. No contexto da pandemia, o cenário é de mais dúvidas do que certezas.

O que será deste pleito? O tema dos agrotóxicos segue tendo relevância nesse cenário?

Para falar sobre este tema, convidamos o Deputado Federal Nilto Tatto (PT/SP), que apresentará um panorama nacional sobre o tema, e o vereador de Florianópolis Marquito (PSOL/SC), autor da lei que institui a cidade como Zona Livre de Agrotóxicos.

Também foram socializadas as experiências coletivas que resultaram em avanço legislativo a partir da luta dos movimentos populares com a Lourdes Vicente, do MST Ceará, com a proibição estadual da pulverização aérea. A conversa será moderada por Fran Paula.

Acompanhe a transmissão pelo Youtube e Facebook da Campanha!

http://facebook.com/CampanhaContraOsAgrotoxicos

A Gestão da Campanha O Campo e a Favela de Mãos Dadas

Entrega das produtoras do Assentamento Terra Prometida – Mulheres de Hidra ao Programa Social – SIM! Eu sou do Meio

Internamente a Rede busca estabelecer maior organização e integração, clareando assim os caminhos a serem percorridos e buscados. Já estamos com vários financiadores e vários territórios e realidades, com diferenças bastante grandes entre si.

Aconteceram várias reuniões que se concentraram no compartilhamento de informações, gerando-se uma grande planilha que vai dando conta das diferentes facetas e está sendo organizada por etapas, coletivamente.

Formou-se um Grupo Gestor com representantes dos territórios e vários Comitês que descentralizam os trabalhos:

1.finanças estará acompanhando e verificando entradas e saídas de dinheiro, prioridades, prestação de contas etc;

2. logística, que tem a ver com as compras dos produtores e encaminhamento para os projetos;

3. comunicação que está trabalhando em duas frentes: uma com um grupo de jovens dos territórios que estarão presentes nas entregas, documentando-a, recebendo para isto informação/formação. Este material estará sendo trabalhado por um segundo grupo que está focando nas redes sociais, especialmente facebook e instagram. O site e a carta semanal vão estar trabalhando com estes materiais, buscando um material o mais integrado possível.

Parte dos presentes na Reunião da Campanha O Campo e a Favela de Mãos Dadas, dia 03 de junho.

Os próximos 3 meses estão organizados em função do projeto da Fiocruz, o que não significa que os demais territórios deixem de estar assistidos.

Mas, para além da assistência, torna-se cada vez mais importante trabalhar sobre os caminhos do futuro que propiciem empoderamento e autonomia para as pessoas destes grupos. Apontam para alguns temas centrais.

Primeiramente a agricultura urbana. Daí a organização do I Seminário Interno da Rede Ecológica que, aberto a tod@s da Rede, contará com a presença de lideranças importantíssimas da agricultura urbana no Rio de Janeiro, como Márcio Mendonça (AS PTA) e Bernardete Montezano (Rede CAU). Farão ainda parte Ana Santos e Marcelo e Paulo Monteiro, representando respectivamente o CEM e a FAG (Fundação Angélica Goulart), que abordariam o que desenvolveram no tema ao longo dos anos. A ideia é que os demais territórios – CAC, SIM! Eu sou do Meio, Articulação Popular das Vargens e PDS Osvaldo de Oliveira tenham oportunidade de compartilhar neste momento o que têm acumulado neste tema, no seu território.

Um segundo aspecto muito importante é a questão educativa, que passa por todos os detalhes relacionados com a alimentação, com a prevenção e manejo em relação ao corona, entrando na questão do consumo. Isto se integra com a comunicação, no sentido de que desenvolvamos formas de passar estes conteúdos, facilmente assimiláveis, e aproveitemos ao máximo materiais já existentes. A educação alimentar torna-se central, que passa pelo exame do orçamento doméstico, tentando ver as prioridades escolhidas em certo momento e colocando alternativas. Passa por saber como preparar os alimentos, por entender de onde vem, o que significam mais amplamente. Isto passará por oficinas, vídeos, papeizinhos com receitas, etc. E por formação de pessoas, com ênfase a jovens, que se vinculem às entregas e que sejam preparados para conversar a respeito.

Estes caminhos apontam que talvez uma das melhores formas de consolidarmos nossas propostas têm a ver com levar nossa experiência de Rede Ecológica, no sentido de formação de núcleos, neste momento núcleos populares. Será algo que acontecerá a médio e longo prazo, mas que deve estar, desde o início em nosso horizonte.

Todas estas ações buscando autonomia e empoderamento destes grupos, sua adesão à comida de verdade. Passa pelo entendimento da população pobre atendida, do que é a alimentação saudável e como inseri-la na sua vida. Acreditamos que aos nossos produtores irá interessar dar continuidade a este tipo de entrega, tanto porque significa renda, quanto porque abre para um mercado muito mais amplo. E acima de tudo, a solidariedade. Poderíamos imaginar em itens básicos como arroz e feijão que poderiam ser adquiridos a preços de mercado, e subsidiados na diferença pela Rede Ecológica. Muita coisa terá que ser pensada, discutida e feita. Práticas de agricultura urbana e oficinas de cozinha são imperativos para que o surgimento de núcleo possa a médio prazo acontecer.