Rua Solidária em Ação

O primeiro território do qual a Rede Ecológica se aproximou foi o Projeto Juca, em março, quando Julia Stadler se aproximou por sua própria iniciativa, arrecadando dinheiro da Alemanha, para apoiar este grupo voltado para população de rua. Importante sua fala agora: Uma grande preocupação nossa é não simplesmente alimentar – o alimento é importante – mas procurar saídas – saídas individuais, saídas coletivas, para afastar as pessoas da rua.  Bruno Aguiar também integra o grupo.

Um exemplo pode ser ajudar pessoas que estão indo para a rua para obter uma refeição, porque estão sem condições de se alimentar, mesmo tendo um teto. A gente procura ajudar estas pessoas para elas não irem para a rua. Estão em vulnerabilidade aguda, nas ocupações também tem isso. Apoiar as ocupações é um jeito de manter as pessoas fora da rua, de evitar que eles cheguem na rua. Sempre lembrar que a rua não é o ponto final. Estamos apoiando pessoas que estão com vulnerabilidade de chegar na rua.

Vânia Rosa, a frente do Rua Solidária tem apoiado muito estas pessoas, buscando dar soluções.
Ao longo destes últimos meses, ao redor de Julia, integrantes de seu núcleo, Santa Teresa, foram se envolvendo; Márcio Rangel, que neste momento em que Julia passa alguns meses fora do Brasil, assume seu lugar presencial, junto com Erika Martins e Ricardo Galhardo, que preparam o material gráfico que vocês podem ver abaixo.

Importante destacar o fato de que ao redor de cada território da campanha estão associados da Rede, que sensibilizados, se aproximam das mais variadas formas: acompanhando diretamente, produzindo material gráfico, contatando produtores, etc.

Estamos ainda, além das notícias dadas anexando um vídeo que fala dos auxílios que surgem para a população de rua, e nele a Rua Solidária também é abordada. Seguem as notícias mais recentes: https://globoplay.globo.com/v/8714904/

 

Roda de Conversa - Experiências e desafios para a comida de verdade e soberania alimentar nas periferias: qual o papel da cozinha?

O próximo encontro da Rede Ecológica está definido! Trata-se da Roda de Conversa: Experiências e desafios para a comida de verdade e soberania alimentar nas periferias: qual o papel da cozinha?, que será realizado no dia 12 de agosto de 2020, das 18:00 às 21:00 horas.

Nela, conversaremos sobre as experiências envolvendo a comissão de cozinha, criada na Rede Ecológica em 2017, como uma das ações do Programa Campo e Cidade se dando as mãos na Baixada Fluminense.

Belos trabalhos têm sido desenvolvidos por esta comissão, que tem um papel decisivo na mudança de postura em relação aos alimentos agroecológicos e seu preparo, a partir de oficinas realizadas pelo grupo.

A comissão está ajudando a como a Campanha Campo e Favela contra o Corona e a Fome pode ir além de uma ação assistencialista, um desafio colocado.

Valorizar a comida de verdade, o alimento local e agroecológico, entendendo sua importância tanto para a saúde quanto para a economia solidária, é fundamental para que aconteça o desejo de tê-los de modo mais permanente nos territórios onde a Campanha atua. A cozinha como uma forma de usar a criatividade para fazer uma comida gostosa e saudável aproveitando ao máximo os alimentos produzidos pelos assentamentos de Reforma Agrária e famílias agricultoras da Baixada.

Os fundamentos da Campanha são o incentivo à agricultura urbana e à solidariedade entre campo e favela, assim como o aproveitamento pleno do que elas possam oferecer como alimento e refeição. E incentivar o desejo e a possibilidade das populações das periferias terem acesso aos alimentos agroecológicos de um modo constante. Uma tarefa complexa, mas que esta campanha busca colocar em ação, já que o vínculo com produtores locais agroecológicos está acontecendo.

E tem a seguinte estrutura:
Moderação: Denise Gonçalves (Rede Sumá -Itaipava, que já foi núcleo da Rede Ecológica)
Abertura: Bibi Cintrão (Núcleo Santa Teresa – Rede Ecológica)
Experiências:
CAC – Centro de Atividades Comunitárias de São João de Meriti: Beth Bessa (Núcleo Grajaú – Rede Ecológica)
CEM – Centro de Integração na Serra da Misericórdia: Ana Santos (CEM e Núcleo Grajaú/Rede Ecológica)
Coletivo de Mulheres Hydras do Terra: Juliana Wu (MST-Assentamento Terra Prometida)

Paralelamente os integrantes da comissão de cozinha estão trabalhando para confeccionar uma nova edição do caderno de receitas publicado pela primeira vez em 2018. A edição será voltada para o público das periferias, atendido pela Campanha, com uma linguagem mais simples e direta, mas repassando todos os conteúdos importantes em relação ao máximo aproveitamento desta comida de verdade ao prepará-la para evitar o desperdício. Estes cadernos serão doados a integrantes dos territórios, mas disponibilizaremos também para nossos associados, e esta pode ser uma forma de associados ajudarem a cobrir os gastos com esta edição.

A FAG fala de suas atividades

Um terceiro território que está na Campanha, é a Fundação Angélica Goulart, que mostra sua proposta através de entrevista realizada pela jovem comunicadora comunitária Vitória Pereira junto a um dos gestores, Paulo Monteiro (FAG).