Live#8: Se acabarmos com os agrotóxicos, o mundo passa fome?

Na live desta quarta-feira (17), 14h, a Campanha Contra os Agrotóxicos trará para o debate “a pergunta que não quer calar”. Nos 9 anos de existência da Campanha, não houve uma reunião, mesa ou palestra em que esta pergunta não tenha sido colocada.

O fim dos agrotóxicos representaria uma queda na produção de alimentos? O mundo passaria fome? A agroecologia tem condições de suprir as necessidade de alimentos para a população?

Para contribuir na construção das respostas, teremos duas pessoas especialistas no tema: Islândia Bezerra, nutricionista, professora e pesquisadora da UFPR e presidenta da Associação Brasileira de Agroecologia (ABA), e Antônio Marcos Vignolo, biólogo especialista em sistemas agroecológicos e assessor técnico da Cootap, uma das cooperativas responsáveis pela produção de arroz orgânico do MST.

Venha participar conosco deste debate: é nesta quarta-feira, dia 17 de junho, às 14h.

Assista em:

Mutirão - agradecimento especial a Thais Rocha e Sandra Kokudai

Primeiramente um agradecimento à Rede como um todo. Se olharmos o tempo, nós passamos meses discutindo se funcionaríamos ou não, e hoje estamos vendo tudo o que está se fazendo. Houve muito debate, não era só debate de posições contrárias, era um debate sobre a Rede, sua função social, sobre a importância da alimentação para nós, do consumo dos produtos agroecológicos, sempre atentos a nossos produtores e as dificuldades que passam. Gratidão à Rede como um todo que teve a coragem de manter suas atividades, por ter tido tanto cuidado com a segurança das pessoas que estavam envolvidas, com o despojamento dos mais jovens de assumir os mutirões e entregas. Agradecimento a todas as pessoas mais técnicas que ajudaram a gente a ter noção das questões de higienização, de cuidados com superfícies, com roupa, com a higienização dos alimentos.

Nestes dois últimos mutirões, foi admirável ver, especialmente Thais Rocha e Sandra Kokudai, que conseguiram duas vezes seguidas assumir as responsabilidades por receber e distribuir os produtos. Thais cedeu o espaço de sua casa, o quintal onde ela e Sandra moram também foi utilizado. Podemos imaginar o trabalho que isto deu!Apesar de se ter reduzido os itens pedidos, acabou havendo uma carga grande, trabalhosa.

Salve Tais, salve Sandra!

CONSEA-Rio: ações em tempo de pandemia

A pandemia trouxe desafios inéditos para o CONSEA-Rio. Conciliar o isolamento de seus conselheiros e a urgência do estabelecimento de estratégias e ações em prol da garantia da segurança alimentar da população do Rio tem sido uma tarefa difícil. Serão pontuados alguns problemas e as soluções encontradas.

1. Para manter o distanciamento social passamos a realizar reuniões virtuais;

2. Estávamos em meio ao calendário para a eleição de novos conselheiros, o qual seria consumado em Assembleia e posterior cerimônia de posse. A comissão eleitoral avaliou a impossibilidade de dar prosseguimento ao processo e, ao mesmo tempo, a provável dificuldade de novos conselheiros em administrar medidas urgentes que o momento exige. Optou-se, então, por pausar o processo, prorrogando a gestão atual e inserindo nas reuniões os candidatos à próxima gestão como convidados;

3. A interrupção de serviços afetou as feiras livres, havendo imperícia e indecisões dos gestores públicos em relação ao seu funcionamento. O CONSEA não foi consultado a respeito do assunto;

4. Aconteceram alguns anúncios e episódios de lockdown o que trouxe a preocupação com a garantia de circulação de agricultores para a entrega de seus produtos. O CONSEA-Rio se antecipou e elaborou documento nesse sentido enviando aos órgãos competentes diversos;

5. Embora o CONSEA-Rio tenha entre seus conselheiros representantes da prefeitura tem sido difícil obter informações sobre as ações desenvolvidas pelas respectivas secretarias. Muitos não têm participado das reuniões e nem respondem as mensagens. Foram enviadas solicitações para aos órgãos relacionados à segurança alimentar sem retorno ou com respostas evasivas. Os conselheiros identificaram, em contatos informais com membros das comunidades, o não cumprimento de obrigações governamentais, especialmente a referente ao oferecimento da Alimentação Escolar. Foi elaborado um ofício denunciando o fato a Defensoria Pública. A ação teve parecer favorável obrigando o município a garantir a alimentação escolar para o universo dos alunos matriculados;

6. Ainda que entendendo os obstáculos trazidos pela pandemia, o município do Rio de Janeiro apresenta inadequações referentes a aquisição, a qualidade e a forma de oferecimento de gêneros alimentícios exigidos pelo Programa de Alimentação Escolar. Há, ainda, contratos entre prefeitura e representantes da agricultura familiar para fornecimento do PNAE que não estão sendo cumpridos. O CONSEA-Rio (em ação conjunta com CMDR-RIO-Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural do Rio de Janeiro) se posicionou e apresentou estratégias para a garantia de compras dos agricultores familiares e de uma alimentação diversificada, fresca e local aos estudantes. Foram apontadas (por Margareth Carvalho Teixeira (UNACOOP-União das Associações e Cooperativas de Pequenos Produtores Rurais do Estado do Rio de Janeiro) necessidades urgentes para a execução de projeto do Programa de Aquisição de Alimentos para a entrega no Banco de Alimentos do Mesa Brasil e Banco de Alimentos da CEASA. Para isso, o CONSEA-RIO precisa estar ciente, atestar, reconhecer as instituições beneficiadas, o volume de recursos envolvidos e acompanhar a sua execução. O CONSEA-Rio está fazendo os encaminhamentos necessários.

Está em elaboração Documento que será enviado ao Ministério Público e a Secretaria Municipal de Educação.