A Soberania Alimentar será Camponesa ou não será

A Carta Maior lançou um artigo sobre a soberania alimentar, em que fala sobre o lançamento de um manifesto pela proteção e pelo reconhecimento da agricultura familiar e camponesa como atividade de interesse público, e contra a ditadura econômica dos mercados imposta pela agroindústria.

Vale a leitura:

https://www.cartamaior.com.br/?/Editoria/Politica/A-soberania-alimentar-sera-camponesa-ou-nao-sera/4/47507

A Importância das Cestas de Alimentos em tempos de COVID 19

Essas não são as cestas que a Rede tem distribuído e ainda vai distribuir com os recursos que vem sendo arrecadados pelas campanha nacional e internacional  O Campo e a Favela de Mãos Dadas, mas Bibi Cintrão (Santa) quis dividir conosco o depoimento que recebeu no grupo de acompanhamento ao CAC (Centro de Atividades Comunitárias) onde o  Programa da Rede Ecológica Campo e Cidade se Dando as Mãos, tem desenvolvido atividades há alguns anos e onde funciona o Núcleo São João do Meriti.Um jeito de mostrar os sentimentos que perpassam tod@s que estão envolvid@s nestes lindos trabalhos de solidariedade.

O depoimento é da Adriana Melo, coordenadora do CAC-Centro de Atividades Comunitárias de São João do Meriti  e fala da sua participação na entrega de 30 cestas básicas que aconteceram no dia 21 de maio às famílias de alunos da Escola do CAC:

Vivemos tempos difíceis, muitas tensões e estou buscando as palavras certas para demonstrar todas as emoções que senti hoje….

Senti medo, por poder voltar para casa contaminada, e contaminar minha mãe.

Me senti fortalecida, com o gesto da Escola de Música da AMC (Associação do Movimento de Compositores da Baixada Fluminense), que com sua doação de 30 cestas básicas me deu uma injeção de ânimo.

Senti muita alegria, por reencontrar as professoras do CAC, mesmo com todos os nossos medo: Rusami é do grupo de risco e estava lá. Também tivemos a ajuda do marido de Rusami… É claro que sentimos falta da Roseane, que não está em São João, mas tenho certeza, que se estivesse teria vivido mais esse momento conosco, e seu marido também, se fosse necessário ! Estar lá com vocês foi bom demais!!!

Senti tristeza por não poder abraçar cada uma das pessoas que encontrei hoje…

Senti muita felicidade em ver, como famílias muito humildes, cuidam tão bem de suas crianças que nem imaginamos a dificuldade em que vivem.

Senti muita dor em ver a dificuldade de tantas famílias, independente da pandemia.

Fiquei muito, mas muito Grata, ao ver o sorriso das famílias ao receberem a cesta, o livro e a mudinha de suculenta. São encontros que vou levar comigo para sempre!!!

 

Todos sabem o quanto o CAC me emociona! E hoje cheguei em casa exausta, mas muito gratificada por vocês me darem essa oportunidade e eu poder viver todas essas emoções!! Muito obrigada!!! Saibam que eu sempre peço forças para continuar junto com vocês regando esse sonho que é o CAC!!! Hoje, percebi que são vocês que me dão força!!!

Só posso dizer a TODOS E TODAS que apoiam o CAC, MUITO OBRIGADA por me proporcionarem esse dia!! Sem vocês eu não estaria mais no CAC!!

Foi um dia cansativo! Mas recarregou minhas e energias!

Veja como a Rede está lidando internamente com o Corona

Diana Rosa e Eduardo, preparando o espaço de Yoga da Débora para receber os Secos de abril.

Estamos iniciando este balanço que passa por muitas ações externas, mas também revela uma grande resiliência da Rede internamente. Decidir por manter as entregas, dentro do possível, os esforços de organizar um mutirão, mesmo sem espaço específico para isto, todos os cuidados com as entregas, sempre com muita conversa coletiva, o zap funcionando a mil e as pessoas muito colaborativas.

Semana passada a aplicação do questionário revelou a posição da maior parte dos Cestantes de manter as entregas e mostrou o quanto a Rede é importante na vida das pessoas, que não estão poupando esforços para que ela continue funcionando apesar dos tempos difíceis.

O núcleo o Grajaú, coordenado pela Beth Lessa e pela Débora Regufe, acabou se destacou nesse sentido, pois apesar de estar sem sede mostrou um forte espírito de solidariedade e ajuda mútua. Importante destacar a o importante papel da responsável pelas entregas desse núcleo, Diana Rosa Avelar que com muita eficiência e delicadeza foi coordenando os trabalhos, para que tudo desse certo.

Optou-se por uma carona super solidária, em que uma pessoa tem feito a entrega para 2 ou 3 próximos ao seu trajeto. Raíssa e Ernesto ofereceram sua casa para separação de frescos. Débora, da Comissão Gestora disponibilizou sua sala de Yoga, não utilizada neste momento, para que os frescos fossem separados. Acabou ficando os frescos em um espaço, os secos em outro, mas a compreensão e colaboração foram muito grandes. O grupo cresceu muito neste processo. Seria legal saber das vivências de outros núcleos.