Bionatur divulga seu trabalho

De Julia, uma associada de Niterói, o seguinte convite:” A Livia, uma amiga muito querida, vai dar esse curso no RJ dia 01/02 na Casa Sou.l, em Santa Teresa. Uma oficina de feitios caseiros resgatando saberes e saúde no contato com nossa natureza interior. Super indico! Ela tem bastante conhecimento de ervas, misturinhas mágicas, óleos essenciais, que nos deixam mais leves, e tudo 100% natural. Acredito que o trabalho da Livia tem tudo a ver com a proposta da Rede. Espero que possamos dividir esse momento de novos saberes.”

Mais info: http://casasoul.com.br/curso/oficina-de-feitios-caseiros-resgatando-saberes-e-saude-no-contato-com-nossa-natureza-interior/

Semana Nacional de Combate ao Trabalho escravo

Na próxima semana, Semana nacional de combate ao trabalho escravo, a CPT, a Repórter Brasil e a Walk Freepropõem que você e sua entidade façam parte de uma grande campanha para exigir que a PEC do trabalho escravo seja aprovada no Congresso sem qualquer alteração na definição legal do trabalho escravo. Para isso, iremos circular um abaixo assinado e realizar diversas ações na internet, de modo a chamar atenção da opinião pública e da imprensa. Veja a seguir mais detalhes de como você poderá participar.
Sabia? A luta contra a escravidão no Brasil está ameaçada


Sim, a Bancada Ruralista do Congresso quer negar a existência da escravidão tal como acontece hoje no Brasil.
Esses parlamentares querem alterar a definição do trabalho escravo na atual legislação. Para isso tentam se aproveitar da discussão de uma lei fundamental para o combate a esse crime desgraçado para pedir o troco: trata-se da “PEC do trabalho escravo” (Proposta de Emenda Constitucional 57A/1999).

Nos dias de hoje, a escravidão é outra e se apresenta de diferentes maneiras. Em todas elas, os trabalhadores têm sua 05dignidade negada por meio de condições degradantes de trabalho ou por jornadas que vão além do que se pode suportar, sendo em alguns casos forçados a trabalhar sob violência, ameaça ou dívida fraudulenta.
São tratados como mercadoria.
Você pode ajudar a por um fim nisso.
PEC e o conceito de trabalho escravo
A luta pela aprovação da PEC do Trabalho Escravo já tem mais de 15 anos. Precisamos de uma legislação mais radical contra esse crime horroroso. Pelas pesadas consequências resultando desta prática, a nova lei irá dissuadir o empresariado de usar o trabalho escravo. Quando aprovada a PEC, o empregador irá perder sua propriedade se nela for constatado o uso de trabalho escravo. Essa propriedade será destinada a famílias sem terra ou sem teto.
Foi somente em 1995 que o Brasil passou a reconhecer e combater o trabalho escravo “moderno” no país. Em 2003, a definição do crime no Código Penal foi atualizada. O atual Artigo 149 identifica como trabalho análogo ao de escravo: a submissão de alguém a jornadas exaustivas ou a condições degradantes, a imposição de trabalho forçado, a restrição de sua locomoção por dívida. A Organização Internacional do Trabalho (OIT) aprova essa definição e reconhece o Brasil como uma referência na luta contra a escravidão contemporânea. Os ruralistas querem negar tudo isso; na verdade eles querem negar a própria realidade do trabalho escravo no Brasil.
Nos últimos 19 anos, mais de 45 mil trabalhadores foram resgatados da escravidão. Este é um problema grave a ser enfrentado com coragem. A solução não é negá-lo.
Trabalho degradante é trabalho escravo, e trabalho escravo é crime.
Participe dessa campanha, está na hora de acabar de vez com isso!
Agradecemos a sua colaboração.
Repórter Brasil, Comissão Pastoral da Terra e Walk Free

O MST e a comida saudável

“MST terá papel de defesa da comida saudável”, afirma especialista
publicada quinta-feira, 23/01/2014 às 09:16 e atualizada quinta-feira, 23/01/2014 às 09:42

 

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Do Escrevinhador
O MST completa nesta semana 30 anos. Foram anos de enfrentamento com o latifúndio, organização de assentamentos de trabalhadores rurais e resistência ao controle da agricultura por empresas estrangeiras.
“O MST democratizou o acesso à terra, possibilitando que mais de 500 mil famílias fossem assentadas. E conseguiu isso através da luta pela terra. Nenhum governo fez o que o MST fez”, afirma o geógrafo Bernardo Mançano Fernandes, professor da Universidade Estadual Paulista (UNESP).
Mançano avalia que a resistência do MST representa uma vitória da democracia no Brasil. Para ele, o movimento cumprirá daqui pra frente o papel de produzir comida saudável.
A seguir, leia a entrevista de Mançano, um dos maiores estudiosos em questão agrária e movimentos sociais do campo, ao Blog Escrevinhador.
Quais as contribuições do MST para o Brasil nesses 30 anos?
A construção da democracia é uma delas, quanto mais durar o MST mais democracia teremos. Nestes 30 anos o MST democratizou o acesso à terra, possibilitando que mais de 500 mil famílias fossem assentadas. E conseguiu isso através da luta pela terra. Nenhum governo fez o que o MST fez. A ocupação terra é a principal forma de acesso à terra. A diminuição das ocupações significa a diminuição dos assentamentos. É o que acontece hoje. Mas para o MST aumentar o número de famílias nas ocupações, a renda da população assentada precisa melhorar.
O que representa na história do Brasil e da América Latina a resistência por três décadas de um movimento que organiza camponeses e trabalhadores rurais?
Representa a vitória da democracia. Os períodos de ditadura foram períodos de destruição do campesinato. O avanço do campesinato é um indicador de qualidade da democracia.
A diminuição do número de ocupações de terra diminui a importância política do MST no atual estágio de desenvolvimento da agricultura no país?
De forma alguma. Mas, o tempo das grandes ocupações passou. A luta agora é por terra e para viver melhor na terra. Os assentamentos precisam melhorar muito para que possa atrair mais família para a luta pela terra. O MST tem uma grande responsabilidade em apresentar um projeto de desenvolvimento do campesinato para o Brasil.
Como fazer a luta pela reforma agrária em um quadro de expansão territorial, econômica, política e ideológica do agronegócio?
É preciso mostrar para a sociedade as diferenças entre agronegócio e campesinato. O agronegócio procura evitar esta diferença, afirmando que a agricultura familiar é agronegócio. É preciso manter a diferença para que a sociedade entenda que o campesinato produz comida saudável enquanto o agronegócio produz comida contaminada, produz lixo. A reforma agrária tem que ser feita na perspectiva da agroecologia, com ordenamento territorial para proteção ambiental. Os limites do agronegócio está no que ele mais defende: a produção em grande escala.
Na sua avaliação, que papel o MST cumprirá no próximo período?
O papel da defesa da comida e contra as commodities. Cada vez mais a luta será por comida saudável. Este é o futuro do campesinato. A luta pela terra será indissociável da luta pela comida saudável