PROCURA-SE HOSPEDAGEM SOLIDÁRIA: De João Pimenta (nosso produtor do SerOrgânico)

Eu estou com um amigo meu, que fomos criados juntos na minha casa quando éramos adolescentes, quantos tempos! Hoje ele trabalha como táxi aí no Rio e mora sozinho, em Caxias, mas agora ficou muito difícil por conta do corona. O movimento caiu e ele precisa ficar mais perto do centro e precisa arrumar um lugar para ficar né, aí eu te pergunto se por acaso alguém de vocês da Rede aluga vaga em condições  solidárias. Ou se sabe de alguém que gostaria de ter alguém de confiança para compartilhar uma moradia. Ele tem por volta de  63 anos.

Meu contato: 96719-3280

Plenária do MST/MG sobre Quilombo Campo Grande em 17/08 pelo Zoom teve 165 participantes por 3hs

A Plenária teve a participação de várias entidades do movimento social, sindical e político. CUT, UBES, CRESS (Conselho Assistência Social), Consea, Levante Popular da Juventude, PCB, PT, PSoL, Deputados, militantes do MST, Rede Ecológica entre outros. Pelo MST Nacional falou Esther Hoffmann e pelo MST/MG Silvio Neto. Kallen Oliveira coordenou a Plenária. Frei Leonardo Boff narrou que passou dois dias articulando com Governador Zema, com STF, STJ e nada adiantou, nada sensibilizou as autoridades para que não efetuassem o despejo. Dom Vicente Ferreira, bispo auxiliar de Belo Horizonte, profundamente emocionado, destacou a força dos acampados que logo após o ocorrido e depois de quase 60 horas de resistência, já estavam se organizando para a retomada da luta e organização da vida. “O povo do Quilombo resiste e não se deixa abater, ali é o verdadeiro Reino de Deus”, confessa Dom Vicente que sua vontade é de morar lá com os acampados. Tuíra Tule, responsável pela produção no Quilombo, fez os agradecimentos a todos os parceiros. O objetivo da Plenária foi compartilhar as análises sobre o momento vivido pelo acampamento e afinar as próximas ações.

As principais avaliações foram:

1) A reintegração de posse foi uma ação ilegal, criminosa e violenta;

2) Com a ação policial o Governador Zema mostrou a sua face política e ideológica contrário ao discurso que faz através do Partido Novo, de que não é político e sim técnico. Mostrou que tem lado e é o do latifúndio e dos ricos;

3) A Resistência Ativa deve ser o centro da luta dos acampados contra um Estado fascista e genocida;

4) Quem durante uma Pandemia invade o território ocupado, derruba uma Escola Estadual, destrói casas e queima plantações, comete crime e deve ser responsabilizado por esse crime judicialmente;

5) A solidariedade nacional e internacional foi fundamental para garantir a resistência.

Próximos Ações:

1) Reconstruir a Escola Eduardo Galeano que existe faz 50 anos, é um símbolo para os Trabalhadores Sem Terra;

2) Reconstruir as casas derrubadas e recuperar os pertences das famílias que foram levadas para a Prefeitura;

3) Retomar os processos de resistência e garantir o acúmulo de forças fortalecendo os parceiros de luta;

4) Continuar a expor as contradições do Governo Zema

5) Atuar junto ao Sistema de Justiça para o direito à Terra;

6) Ampliar a Resistência Ativa e atuar de forma unitária com todos os movimentos solidários ao Quilombo Campo Grande;

7) Retomar a produção e comercialização dos produtos fruto do trabalho de tantos, principalmente o Café Guaií.

CEM e Coletivo Terra: um grande encontro

Foi maravilhosa a entrega de frescos que aconteceu no Complexo da Penha, um dos sete territórios onde a campanha Campo e Favela de mãos dadas está atuando:

“Dá licença aê, dá licença…”

Hoje realizamos a 1ª. entrega das cestas agroecológicas “Campo e Favela de mãos dadas contra o coronavírus e a fome”, projeto coordenado pela Rede Ecológica, realizando a doação de cestas agroecológicas enquanto direito!   Financiado pela Fiocruz, o projeto conta com 5 grandes parceiros: “Fundação Angélica Goulart”, “Sim eu Sou do meio”, “Plano Popular das Vargens”, “Juca e o Coletivo Rua Solidária” e o CEM, que desde março – junto a “morador@s” e outros apoiadores como a “Bemvindo”, “As-pta”, “Instituto PACS”, “Feira Orgânica de Olaria/ABIO” e  pessoas físicas –, estão engajados a fazer cumprir esse direito!

Os alimentos neste projeto são produzidos pelo Coletivo Terra, no assentamento de reforma agrária Terra Prometida, na região de Tinguá.

E Antes da feira, rolou uma prosa muito potente com o militante e agricultor Cosme Henrique Gomes, cuja família há gerações luta por reforma agrária:

– Essa troca junto aos agricultor@s faz chegar saúde, luta, valorização, troca, afeto, fortalecimento para a agricultura urbana na Serra da Misericórdia! É gente que conheço, confio e apoio! E você sabe de onde vem seu alimento?, indaga com vigor, Cosme, em seguida respondendo.

Na sequência do evento, Ana Santos, líder do CEM, dirigindo-se a Cosme Henrique Gomes, tomou a palavra com entusiasmo, e falou sobre o encontro:

Ouça aqui:  Ana Santos, líder do CEM, dirigindo-se a Cosme Henrique Gomes

Neste áudio, você pode perceber toda a força que a interação campo cidade pode ter! Isto é forte demais! Principalmente quando os produtores se referem ao assentamento, à Reforma Agrária, aos produtos, “isso tudo chegando à cidade onde as pessoas também estão plantando”, comemoram!