{Live #6} Agrotóxicos e as Eleições de 2020

A Live da Campanha desta quarta-feira (2 de junho), às 14h, trouxe ao centro do debate o tema das eleições. No contexto da pandemia, o cenário é de mais dúvidas do que certezas.

O que será deste pleito? O tema dos agrotóxicos segue tendo relevância nesse cenário?

Para falar sobre este tema, convidamos o Deputado Federal Nilto Tatto (PT/SP), que apresentará um panorama nacional sobre o tema, e o vereador de Florianópolis Marquito (PSOL/SC), autor da lei que institui a cidade como Zona Livre de Agrotóxicos.

Também foram socializadas as experiências coletivas que resultaram em avanço legislativo a partir da luta dos movimentos populares com a Lourdes Vicente, do MST Ceará, com a proibição estadual da pulverização aérea. A conversa será moderada por Fran Paula.

Acompanhe a transmissão pelo Youtube e Facebook da Campanha!

http://facebook.com/CampanhaContraOsAgrotoxicos

A Gestão da Campanha O Campo e a Favela de Mãos Dadas

Entrega das produtoras do Assentamento Terra Prometida – Mulheres de Hidra ao Programa Social – SIM! Eu sou do Meio

Internamente a Rede busca estabelecer maior organização e integração, clareando assim os caminhos a serem percorridos e buscados. Já estamos com vários financiadores e vários territórios e realidades, com diferenças bastante grandes entre si.

Aconteceram várias reuniões que se concentraram no compartilhamento de informações, gerando-se uma grande planilha que vai dando conta das diferentes facetas e está sendo organizada por etapas, coletivamente.

Formou-se um Grupo Gestor com representantes dos territórios e vários Comitês que descentralizam os trabalhos:

1.finanças estará acompanhando e verificando entradas e saídas de dinheiro, prioridades, prestação de contas etc;

2. logística, que tem a ver com as compras dos produtores e encaminhamento para os projetos;

3. comunicação que está trabalhando em duas frentes: uma com um grupo de jovens dos territórios que estarão presentes nas entregas, documentando-a, recebendo para isto informação/formação. Este material estará sendo trabalhado por um segundo grupo que está focando nas redes sociais, especialmente facebook e instagram. O site e a carta semanal vão estar trabalhando com estes materiais, buscando um material o mais integrado possível.

Parte dos presentes na Reunião da Campanha O Campo e a Favela de Mãos Dadas, dia 03 de junho.

Os próximos 3 meses estão organizados em função do projeto da Fiocruz, o que não significa que os demais territórios deixem de estar assistidos.

Mas, para além da assistência, torna-se cada vez mais importante trabalhar sobre os caminhos do futuro que propiciem empoderamento e autonomia para as pessoas destes grupos. Apontam para alguns temas centrais.

Primeiramente a agricultura urbana. Daí a organização do I Seminário Interno da Rede Ecológica que, aberto a tod@s da Rede, contará com a presença de lideranças importantíssimas da agricultura urbana no Rio de Janeiro, como Márcio Mendonça (AS PTA) e Bernardete Montezano (Rede CAU). Farão ainda parte Ana Santos e Marcelo e Paulo Monteiro, representando respectivamente o CEM e a FAG (Fundação Angélica Goulart), que abordariam o que desenvolveram no tema ao longo dos anos. A ideia é que os demais territórios – CAC, SIM! Eu sou do Meio, Articulação Popular das Vargens e PDS Osvaldo de Oliveira tenham oportunidade de compartilhar neste momento o que têm acumulado neste tema, no seu território.

Um segundo aspecto muito importante é a questão educativa, que passa por todos os detalhes relacionados com a alimentação, com a prevenção e manejo em relação ao corona, entrando na questão do consumo. Isto se integra com a comunicação, no sentido de que desenvolvamos formas de passar estes conteúdos, facilmente assimiláveis, e aproveitemos ao máximo materiais já existentes. A educação alimentar torna-se central, que passa pelo exame do orçamento doméstico, tentando ver as prioridades escolhidas em certo momento e colocando alternativas. Passa por saber como preparar os alimentos, por entender de onde vem, o que significam mais amplamente. Isto passará por oficinas, vídeos, papeizinhos com receitas, etc. E por formação de pessoas, com ênfase a jovens, que se vinculem às entregas e que sejam preparados para conversar a respeito.

Estes caminhos apontam que talvez uma das melhores formas de consolidarmos nossas propostas têm a ver com levar nossa experiência de Rede Ecológica, no sentido de formação de núcleos, neste momento núcleos populares. Será algo que acontecerá a médio e longo prazo, mas que deve estar, desde o início em nosso horizonte.

Todas estas ações buscando autonomia e empoderamento destes grupos, sua adesão à comida de verdade. Passa pelo entendimento da população pobre atendida, do que é a alimentação saudável e como inseri-la na sua vida. Acreditamos que aos nossos produtores irá interessar dar continuidade a este tipo de entrega, tanto porque significa renda, quanto porque abre para um mercado muito mais amplo. E acima de tudo, a solidariedade. Poderíamos imaginar em itens básicos como arroz e feijão que poderiam ser adquiridos a preços de mercado, e subsidiados na diferença pela Rede Ecológica. Muita coisa terá que ser pensada, discutida e feita. Práticas de agricultura urbana e oficinas de cozinha são imperativos para que o surgimento de núcleo possa a médio prazo acontecer.

Coletivo Terra do Assentamento Terra Prometida investe na saúde dos seus Produtores com recursos da venda das Cestas de Agroecológicos

O Coletivo Terra investiu parte do dinheiro que ganhou com a venda das cestas de frescos, nas pessoas do grupo.
Contratou os serviços laboratoriais com profissional de enfermagem para aplicar vacina contra H1N1, coleta de sangue para fazer hemograma, verificação de pressão arterial, temperatura corporal, nível de oxigênio no sangue e checar o quadro físico dos que atuam no Coletivo. O propósito foi investir na prevenção e verificar se tem pessoas assintomáticas para o Covid-19, no grupo.