COOPERACRE (Cooperativa Central de Comercialização Extrativista do Acre)

Produtos: castanha do pará

Local: Rod AC 040, 1858 km 4 – Vila da Amizade – Rio Branco – Acre
Tel:  (68) 3221-7164
E-mail: cooperacre@gmail.com (Nadia)
Contato: Ciro Frossard ou Manoel Belford da ONG CAPINA – Cooperação e Apoio a Projetos de Inspiração Alternativa (http://www.capina.org.br) que realiza um apoio direto à comercialização de produtos da agricultura familiar e que trazem esses produtos para o Rio de Janeiro.  Tel: (21) 2220-4580

Sua missão é trabalhar pelo desenvolvimento econômico de atividades agroflorestais sustentáveis dos pontos de vista ambiental, econômico e socialmente justo. Por isso é uma cooperativa de comércio e indústria de produtos florestais que hoje agrega outras 22 associações e cooperativas dedicadas a atividades extrativistas como a coleta da castanha ou a extração da borracha e do óleo de copaíba que também vendem para as indústrias. Sua fábrica gera 31 empregos diretos, mais 13 na comercialização e beneficia quase duas mil famílias ligadas às 22 associações e cooperativas com as quais trabalham em rede.

A proposta de formar uma cooperativa que respondesse pela comercialização dos produtos agroflorestais extrativistas passou por várias entidades, com várias tentativas fracassadas anteriores. Ao ser assumida pela Cooperacre, que estava mergulhada em dívidas e enfrentava uma série de dificuldades, um grupo de estudantes recebeu bolsas para encontrar estratégias administrativas e financeiras. O descrédito gerado pelos insucessos de outras cooperativas prejudicou a Cooperacre, até que em julho de 2006, o governo cedeu a ela a usina de Brasiléia. A vontade de vencer era tanta que em menos de 30 dias toda a fábrica já funcionava, inclusive com embalagens e caixas levando a marca da cooperativa. Embora nunca tivessem administrado uma fábrica, foram aprendendo com os erros.

O sucesso veio com o trabalho de muitas mãos, a começar pelos pesquisadores da Embrapa que desenvolveram técnicas de manejo capazes de garantir a saúde e uma maior produtividade das castanheiras. Além disso, processos práticos a partir da coleta passaram a evitar a formação do fungo Aspergilus que infecta a castanha com o veneno Aflatoxína que é capaz de estimular o surgimento do câncer no aparelho digestivo de seus consumidores. Devido a isso a comercialização da castanha do Brasil chegou a ser proibida em vários países da Europa.

Uma das chaves das vitórias alcançadas pela Cooperacre é manter sua essência cooperativa, ou seja, os cooperados são informados de tudo o que se passa nos negócios através de uma assembléia geral realizada uma vez por mês. Além de analisar relatórios, as lideranças associadas tomam decisões coletivas assumindo a responsabilidade sobre sucessos e erros.