Autogestão

Comissões da Rede

Os associados da Rede Ecológica realizam trabalhos voluntários internos, que visam ao bom funcionamento da estrutura logística para as compras coletivas, ou externos, relacionados a segurança alimentar, agricultura urbana, agroecologia e economia solidária, entre outros temas afins.

Para organizar os trabalhos dentro da Rede, existem uma série de comissões, organizadas segundo 4 eixos principais, nas quais o associado pode se encaixar, dependendo de seu interesse e disponibilidade de tempo. Veja aqui um panorama geral e logo abaixo o detalhamento:

COMISSÕES DA REDE ECOLÓGICA

Comissão gestora: Existe desde 2010, sendo constituída por 2 representantes de cada núcleo. A interação se dá por internet e também com reuniões a cada 2 meses. Tem por finalidade encaminhar, acompanhar e fazer valer decisões gerais tomadas pelos núcleos em miniassembleias, relativas a temas significativos para a Rede. Faz ainda o acompanhamento da gestão da Rede, zelando pelo bom desempenho das várias comissões.

1 – Compras Coletivas (funcionamento interno da Rede)

Comissão de cuidados com o núcleo – Tem uma função quádrupla, que poderá ser dividida entre as pessoas. Deve funcionar de forma bem articulada, e para isto é necessário que os responsáveis estejam em constante comunicação, inclusive com o respectivo representante do núcleo na comissão gestora.

1. Acolhida: Receber novos cestantes, explicando-lhes, além do funcionamento das compras coletivas na Rede, sua proposta mais ampla (enviar e-mail com carta de acolhida e termo de compromisso). Realizar a primeira reunião presencial com o interessado (no núcleo), tirando suas dúvidas e encaminhando-o para o próximo mutirão. Efetivar a associação do novo cestante através da assinatura do termo de compromisso. Ajudar na compreensão das várias formas de participação dentro do núcleo e na Rede como um todo (mutirões ou comissões).

2. Pendências: Controlar a pontualidade dos pagamentos e o cumprimento das demais regras combinadas. Verificar se o caderno do termo de compromisso está sendo preenchido de modo completo e atualizado, analisando a participação das pessoas nos trabalhos da Rede. Controlar a participação efetiva dos cestantes, tanto nos mutirões quanto nas comissões. Atualizar o cadastro do núcleo.

3. Integração: Organizar e promover a participação dos cestantes, tanto no núcleo quanto nas comissões da Rede. Sondar, por meio de uma conversa amigável, as aptidões e possibilidades dos cestantes que ainda não estejam engajados em nenhuma atividade ou, mesmo, não estejam atuando de forma satisfatória com vistas ao efetivo engajamento de todos às demandas participativas dos núcleos e da Rede. Ficar responsável pela comunicação interna do núcleo: promover e divulgar, entre os cestantes, as chamadas para as reuniões; todos os informes ou chamadas encaminhados pelos outros setores da Comissão de cuidados com o núcleo, pelo representante do núcleo na Comissão Gestora, assim como pelas demais comissões da rede. Cuidar, em alguns núcleos, para que os cestantes sempre sejam informados, com antecedência, sobre qualquer problema relativo tanto ao uso do espaço onde o núcleo está hospedado quanto às próprias entregas.

4. Reaproveitamento de embalagens: Recolher as embalagens (i.e. vidros, garrafas PET, potes, caixas de ovos etc.) no núcleo e levar para o local do mutirão para reutilização (geralmente é feito por alguém que tenha carro). Esta função está diretamente ligada ao trabalho da logística, que busca otimizar o reaproveitamento.

Comissão de finanças: Realizar o controle financeiro da Rede. Acompanhar o número de associados e as inadimplências, elaborar relatórios financeiros mensais e orçamentos a serem aprovados pelos núcleos. Junto com a comissão de logística, aprovar quaisquer gastos que tenham que ser efetuados pela Rede, e também propor eventuais aumentos.

Comissão de logística: as competências da logística podem ser divididas em 3 grandes eixos:
1. Embalagens – reduzir quantidade, cuidar do reaproveitamento, buscar materiais mais ecológicos.
2. Mutirão – monitorar funcionamento, cuidar dos materiais (balança, sacos, ráfia, plaquinhas, canetas…) e do espaço (elevador, arranjar esquema de faxina).
* Quanto aos materiais de cada núcleo, cada um é responsável pelo próprio material – balanças, facas etc.
3. Cadeia logística dos produtos – manter contato direto com os responsáveis pelos pedidos e entregas e os motoristas, visando a otimizar o funcionamento das entregas.
* Porém, a comunicação com os núcleos no dia da entrega fica na responsabilidade da organização das entregas; cada núcleo deve se organizar melhor e cada motorista deve ter um suplente para o caso de enguiçar.

Comissão do Mutirão: Organizar o mutirão que acontece uma vez por mês, na sexta-feira que antecede o dia das entregas das compras mensais. Os produtos secos vêm de longe, de distintos produtores, e precisam ser conferidos e separados por núcleo. É um trabalho grande, que exige uma equipe de voluntários. A partir de 2012, a organização do mutirão será assumida em rodízio por cada núcleo, através de 3 integrantes. O repasse desta atividade está sendo organizado pela equipe que esteve à frente do mutirão nos últimos tempos. Além das pessoas que organizam o mutirão a cada mês, cada núcleo deve fornecer um determinado número de voluntários todo mês (variando com o tamanho do núcleo).

2 – Interação consumidores-produtores

Envolve três tipos de inserção:

Comissão de Acompanhamento a produtores: Manter contato com os produtores, seja por internet, telefone ou pessoalmente, encaminhando os problemas que surjam. Lidar com a entrada de novos produtores e produtos, assim como sua saída. Discutir questões relativas aos produtos com os cestantes, transmitir as regras da Rede aos produtores (estes deverão se associar, pelo menos os que geograficamente estão mais próximos ao Rio de Janeiro) e atualizar anualmente as informações sobre seu grupo de produtores no site. Em 2011 este grupo começou a fazer reuniões presenciais com os produtores de frescos, buscando melhor planejamento e integração.

Comissão de SPG (Sistema Participativo de Garantia): Esta é uma modalidade mais exigente de participação, já que envolve visitas e reuniões locais, que frequentemente consomem o dia todo. O objetivo principal é criar uma forma participativa de assegurar que os produtores estão cumprindo os requisitos para fornecer para a Rede.

Comissão de Produção de Agricultura Orgânica do Estado do Rio de Janeiro (CPOrg): Representar a Rede na CPOrg, indo às reuniões (bimensais), atuando nas discussões e encaminhando informes para a Rede.

Campanhas relacionadas ao consumo de um certo produto: Neste momento (final de 2011), por exemplo, surge um movimento para comprar queijos de leite cru, que em princípio não são autorizados pela vigilância sanitária. Isto vai exigir interação com órgãos de defesa do consumidor e integração com outros grupos.

Agroturismo: Ainda não é uma comissão específica, mas tem muito potencial para se tornar.

3 – Comunicação

Comissão de informática: Racionalizar uma série de procedimentos internáuticos da Rede, liberando-se pessoas para outras atividades. Atualizar cadastros, responder ao e-mail da info rede, pagar o domínio e o provedor e atualizar o site e o blog, modificando textos, incluindo links, vídeos e material bibliográfico da Rede em geral. No momento está se estudando a possibilidade de organizarmos as compras coletivas on line, integrada a outros grupos de consumo.

Comissão do caderno ecológico: Há muitos anos este caderno existe, é um produto da Rede Ecológica e o Rubenilto, filho da Joana, dos produtos de limpeza, é quem os confecciona e faz também oficinas em diferentes locais. São necessárias pessoas que acompanhem, tanto fazendo revisão do material de texto (desatualizado) quanto fomentando novos conteúdos para cadernos, buscando uma irradiação mais ampla dos mesmos.

Comissão de acompanhamento a pesquisas: a Rede tem sido pesquisada por várias pessoas e é necessário um mínimo acompanhamento, tanto para se ver os resultados antes de serem publicados e poder corrigir eventuais equívocos, quanto para desenvolver uma forma participativa para estas pesquisas.

Comissão da carta semanal: ajudar a reunir o material para as cartas semanais, elaborá-las e enviá-las.

Comissão de histórico: Organizar o histórico da Rede, reunindo material como acervo dentro de uma instância internáutica da Rede. Por exemplo, no momento estão sendo resgatadas as cartas semanais desde o início, 2001. Também estão sendo analisados os pedidos e entregas antigos da Rede, buscando visualizar padrões que permitam um melhor planejamento dos produtores.

Comissão de elaboração de materiais didáticos: são principalmente arquivos de powerpoint (ppts) para apresentações sobre determinados temas, seja no site ou em eventos externos à Rede. Hoje temos um ppt sobre educação para o consumo, um outro relatando o processo de estruturação do GT de agricultura urbana pelo Consea e um novo ppt sobre consumo para crianças.

4 – Movimentos sociais

Comissão do Consea (Conselho de Segurança Alimentar): representação da Rede no Consea através do GT de Agricultura Urbana da Câmara Temática 1 (Segurança Alimentar e Desenvolvimento). Tratar de questões abrangentes sobre segurança alimentar, como por exemplo o uso de agrotóxicos por produtores familiares e as possibilidades e dificuldades da agricultura urbana. Participar de atividades do GT (grupo de trabalho) relacionadas ao mapeamento de agricultores urbanos, iniciativas de consumo agroecológico na cidade, assim como de culinária. Participar na organização de oficinas ou ações relacionadas ao fortalecimento da agricultura urbana. Esta comissão atua em estreita consonância com a comissão subsequente.

Comissão da Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e pela Vida: mobilização para organização de debates em apoio à campanha, coordenada pela Via Campesina. A exibição do filme O veneno está na mesa tem sido o mote para fazer trabalhos de conscientização e busca de alternativas.

Comissão da Rede de Agricultura Urbana: representação na Rede de Agricultura Urbana, que reúne grupos populares, especialmente da zona oeste, que desenvolvem práticas agrícolas na cidade e buscam melhores condições para seu desenvolvimento.

Comissão da Articulação de Agroecologia do Estado do Rio de Janeiro: A Articulação de Agroecologia do Rio de Janeiro (AARJ) é um movimento que reúne organizações da sociedade que, a partir da identificação, a sistematização e o mapeamento de experiências agroecológicas, procura fortalecer essas iniciativas. A AARJ é composta de seis articulações regionais: Costa Verde, Médio Paraíba, Metropolitana, Norte Fluminense, Serrana e Serramar. Para atingir sua missão, a AARJ se organiza também em três grupos de trabalho: 1. Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER); 2. Política Nacional De Agroecologia e Sistemas Orgânicos de Produção; 3. Segurança Alimentar e nutricional (SAN) e acesso a mercados. As visitas, os intercâmbios e os eventos têm uma importância fundamental no desenvolvimento da AARJ. O próximo grande evento é o III Encontro Nacional de Agroecologia, que será realizado no 1º semestre de 2014.

Comissão da Rio + 20: propõe-se a acompanhar de perto as decisões que vêm sendo tomadas junto ao GT Rio+20, participando nos questionamentos construtivos e na elaboração de propostas em que os conceitos agroecológicos estejam presentes.

Comissão do Movimento de Economia Solidária no Rio de Janeiro: há fóruns de discussão e ação da economia solidária nos quais a Rede já esteve presente, mas há anos não comparece. Seria interessante que houvesse uma dupla que acompanhasse estes trabalhos.

Clique aqui para visualizar ou baixar o pdf do texto acima sobre as Comissões da Rede Ecológica.