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2o. Relato de Niterói sobre a regionalização

Rosangela Laranja (Niterói), enviou o relato da segunda reunião sobre a regionalização do Núcleo Niterói.

“No dia 30/01/17 houve a segunda reunião de regionalização do Núcleo.

Nessa reunião avaliamos alguns impasses que ocorreram. O associado Renato Viana começou a se organizar para oferecer banana de sua propriedade em Silva Jardim.

No fim de 2016 ele comprou uma grande área na região de Silva Jardim, no distrito de Bananeiras. Essa propriedade, como muitas da região já são produtoras de banana no sistema agroflorestal. Com isso o núcleo decidiu começar pelas bananas, mas sem se desvincular das bananas de Agrovargem, pois nosso sistema de pedidos ainda era bem precário e a logística de colheita e transporte do Renato ainda estava se estruturando.

O maior desafio que o Renato sinalizou foi a questão do volume pedido x frete e da periodicidade.

Por um momento pedimos ao sistema da Rede que retirassem do núcleo o oferecimento de banana para ver se o núcleo conseguia pedir e dar o volume necessário ao Renato. Não foi possível permanecer sem as bananas da Agrovargem, pois as vezes ele não tinha banana madura, às vezes não eram suficientes, às vezes não tinha da variedade consumida pelos associados. Esse ajuste é um dos desafios que enfrentamos e então decidimos voltar com as bananas da Agrovargem. Nesse ínterim Renato visitou Seu Francisco da Agrovargem junto com Mariana do Valle e foi muito legal a troca, trouxe técnicas de colheita, de armazenagem, de maturação que ajudaram muito.

Então Renato decidiu que, na medida do possível, e respeitando o sistema de pedidos que havíamos pensado na reunião anterior, ele continuaria a oferecer as bananas ao núcleo de acordo com a disponibilidade dele até que o volume e distribuição permitisse que se regionalizasse 100% a banana.

Entrou, nesse período, os produtores de Trajano de Morais, vindos pelo contato da associada Ludmila, que começou a fazer o acompanhamento deles. Eles também são neo-rurais, têm oferecido aipim, banana d´água e prata quando o Renato não oferece, inhame, batata baroa, laranja lima, campista, limão galego e taioba. Não houve visita ainda ao local, eles conseguem entregar as quantidades pedidas no sábado direto no núcleo, o que é outro desafio que encontramos: o volume do núcleo não justifica uma entrega só pra sábado, então com alguns produtores teremos que ver um lugar para estocar as entregas antes da distribuição.

Agora o acompanhamento do pessoal de Trajano está sendo feito por Mariana e ela está marcando uma visita ao sítio.

Surgiu também contato com o grupo do Fojo, de Guapimirim, através do Fabrício. Tivemos somente uma conversa inicial com ele em relação a disponibilidade de produtos e entrega.”