A campanha e seus desafios

Esta semana tivemos uma reunião com os integrantes da campanha realizada no exterior e no Brasil. A coordenação coube à Julia Stadler.

Estamos num momento de organização em que houve muitos avanços no sentido de um controle mais completo tanto do ponto de vista das finanças (as entradas de dinheiro diversificadas e a prestação de contas). Também avançamos na organização da Comunicação, que passou a ter uma equipe dedicada a ampliar o raio da campanha para as redes sociais. Além do trabalho realizado por Ana Galizia e Rebeca Furtado, no sentido de estabelecermos uma relação de troca  entre a nossa equipe de comunicação e os jovens comunicadores dos territórios da nossa campanha.

Nesta 2a reunião geral da Campanha, interagimos com os antigos parceiros da ONG francesa AMAR que está coordenando a campanha de arrecadação na França e uma outra instituição recém contatada, a Autres Bresils, que faz um trabalho de contrainformação em relação ao que se passa no Brasil e organiza um festival de cinema brasileiro uma vez ao ano. Ambas as instituições estão pensando em formatos que possam ajudar a na continuidade de uma Campalnha de arrecadação para O Campo e a Favela de Mãos Dadas.

O grande desafio e uma das nossas prioridades é a autonomização dos grupos alcançados pela campanha, principalmente através da agricultura urbana, da educação alimentar e da estruturação de grupos de consumo populares de comida de verdade.

Fica claro que a Rede Ecológica não pretende uma doação caritativa, que se esgota em um primeiro gesto, mas sensibilizar as pessoas para se tornarem Amigos da Rede Ecológica, entendendo que amizade pressupõe proximidade, continuidade, afeto e interesse. Como provocar isto, num momento geral tão complicado? Como vincularmos mais as pessoas entre si?

Solange Braga (Urca) inovou, mobilizando pessoas próximas e estimulando-as com depósitos programados a se organizarem para doar por 3 meses, a partir da compra de cestas para um determinado número de famílias por mês.

A Amar já tem uma estrutura voltada para visitas, através de chantiers/oficinas realizadas há 30 anos em um assentamento no estado do Rio de Janeiro, momento em que jovens passam 2 semanas colaborando na construção de algo que o assentamento necessita. Até que ponto se poderia fazer uma conexão com este turismo participativo, para pessoas interessadas em colaborar com nossa campanha? Ainda são idéias bem difusas, mas foi boa a troca de idéias e sugestões. A Autres Bresils tem muitos contatos, e divulga muito, o que se propôs a fazer.

Fica claro que precisaremos de um tempo até encontrarmos a forma de nos movimentarmos para construir continuidade e solidez para um movimento complexo e territórios muito diferentes, em que todos buscam maior autonomia e sair da situação de miséria em que se encontram.

Educação Alimentar: a Receita a ser colocada na Cesta

Mais uma vez, neste tempo de pandemia devido COVID-19, a FAG – Fundação Angélica Goulart, em parceria com a Brazil Foundation e Rede Ecológica, entrega uma cesta de alimentos agroecológicos para sua família!

É comida de verdade, sem veneno, plantada por agricultores da nossa região. Não fazemos estas ações, mas devido à emergência que muitas famílias estão passando, assumimos uma responsabilidade comunitária de apoiar, com um trabalho de segurança alimentar e incentivo ao plantio nos quintais.

Aipim, batata doce, inhame, limão, abobrinha, tangerina, laranja e banana. Além de erva medicinal – Alfavaca ou Espinheira Santa- e uma PANC (Planta alimentícia não convencional) – Mostarda ou Almeirão.

Receita simples com ingredientes da sua cesta: Torta de aipim, arroz, almeirão ou mostarda:

Como fazer? 2 xícaras de aipim cozido e amassado (amassar quente e juntar 1 colher de sopa de margarina)/  1 xícara de farinha de trigo/ 1 xícara de arroz cozido(pode ser aquele que ficou do almoço)/ 1 xícara de queijo ralado/1 xícara de almeirão ou mostarda  picada e refogada com alho e cebola/ 2 ovos/ 2 colheres de sopa de salsa picada/1 colher de sopa de fermento em pó/ sal a gosto.

Em uma vasilha coloque os ingredientes um a um sempre mexendo e por último o fermento. Coloque em uma vasilha, cubra com um pouco mais de queijo ralado e leve ao forno por 25 minutos para dourar.

Você também pode usar o almeirão ou a mostarda para enriquecer seu molho do macarrão, em recheios de panquecas, refogados, em saladas. São ricas em fibras, vitamina C, A e minerais como ferro e cálcio.

Sobre a espinheira santa: para casos de gastrite, dores de estômago, úlcera gástrica, azia. Não pode usar em gestantes, quem está amamentando e crianças menores de 6 anos.

Sobre a alfavaca: para dores de estômago, resfriados, tosse e ajuda a tratar problemas nos rins, má digestão, náuseas e vômitos e infecções intestinais. Não usar em gestantes e menores de 6 meses.

Com a erva medicinal, você pode fazer chá: coloque 1 colher de sopa de folhas picadas em 1 xícara, despeje  água fervente e cubra. Deixe em infusão, por pelo menos quinze minutos.

E não se esqueça de lavar bem as mãos com água e sabão e usar máscara.  Juntos contra a COVID-19!

O CAC iniciou seus trabalhos na Campanha!

O Centro de Atividades Comunitárias (CAC) é uma escola comunitária em São João de Meriti, que atende gratuitamente crianças entre 4 e 6 anos. O CAC tem um quintal de aproximadamente 2.000 m², com árvores frutíferas e área para plantio. Lá funciona o mais recente núcleo da Rede Ecológica, na Baixada Fluminense.

Durante a pandemia foi escolhido como um dos territórios a ser apoiado pela campanha O Campo e a Favela de Mãos Dadas, fazendo-se a alguns pais a proposta de organizarem uma horta comunitária numa parte do quintal, em troca de ficarem com a produção para o sustento das suas famílias. Lá deverá ser também entregue quinzenalmente uma cesta com produtos agroecológicos das Mulheres de Hydra, assentadas do MST do Assentamento Terra Prometida, para cada pessoa que trabalhará na horta comunitária.

Relato do I Seminário de Agricultura Urbana (Parte I)

A parceria com a AS PTA, na realização do I Seminário Interno da Rede Ecológica de Agricultura Urbana, garantiu além da qualidade da mediação de Márcio Mendonça, a relatoria do seminário que divulgaremos em 2 etapas. Este é um relato que destaca os principais pontos. Na próxima Carta deverá ser finalizado.

Data: 17/06/2020

Presentes: Tínhamos um público de aproximadamente 100 pessoas através do canal do Youtube. Da organização do evento estavam Flávia Salazar, Beto Jansen, Luisa Mushu, junto com Mariana Portilho e Letícia Ribeiro da AS-PTA.

Pauta:
– Superação dos impactos da Pandemia através da AU
– Um Panorama da Agricultura Urbana no Rio de Janeiro (Rede CAU)
– A experiência da Fundação Angélica Goulart em Pedra de Guaratiba (FAG)
– A experiência do Centro de Integração da Misericórdia (CEM)

A abertura ficou a cargo de Miriam Langenbach (Rede Ecológica), a mediação ficou com Márcio Mendonça (AS-PTA), sendo os convidados Bernardete Montezano (RedeCAU), Paulo Monteiro (FAG) e Marcelo Silva (CEM).

A seguir deram depoimentos: Rafael Moura, pelo Centro de Atividades Comunitárias (CAC) de São João de Meriti, Débora Silva (pela ONG Sim Sou do Meio) e Silvano Leite da Silva, representando o Assentamento Oswaldo de Oliveira.

ABERTURA

Miriam Langenbach (Rede Ecológica) abordou a Rede, seus quase 20 anos, e a diversificação de ações desenvolvidas, especialmente nestes últimos 5 anos. Foi dado destaque ao processo de compras coletivas, a busca de um novo paradigma, e daí os princípios que norteiam este movimento: a autogestão na estrutura da organização, a fidelidade aos produtores, o apoio à reforma agrária, a preservação ambiental. Foi falado das ações em diferentes áreas: organização das compras coletivas, interação com os produtores, educação e comunicação, e movimentos sociais.

Destacou os 2 últimos anos, de um governos muito autoritário, e a busca de apoio ao MST, através da campanha de compra de um caminhão para o Coletivo Alaíde Reis, do Sul Fluminense, fazendo visitas sistemáticas ao Assentamento Terra Prometida, na Baixada Fluminense.

Na pandemia é importante destacar a manutenção das entregas de frescos e secos pelos núcleos da Rede Ecológica, o que foi muito significativo tanto para produtores quanto para os consumidores. Foi um momento de medo, discutiu-se as medidas de prevenção e higiene, havendo todos os cuidados necessários.

Uma segunda forma de apoiar nossos produtores foi a definição pela compra deles, destinando seus produtos para territórios com os quais tínhamos proximidade, estruturando a campanha O Campo de Favela de Mãos Dadas – contra o Corona e a Fome de acordo com os princípios da Rede Ecológica. Combinamos com nossos produtores preços mais baixos levando comida de verdade para 7 territórios necessitados. Ao mesmo tempo desde o início enxergávamos que a campanha teria que ir além das cestas, buscando implantar novos caminhos ligados à Agricultura Urbana, à Educação Alimentar e à possibilidade de acesso constante à comida de verdade. Havendo ainda a perspectiva de efetivação de Núcleos de Consumo Populares apoiados pela Rede Ecológica. Algo a ser construído a médio prazo.

Importante que paralelamente começamos a nos movimentar para o exterior e foi criada uma Associação de Amigos da Rede Ecológica na Suíça (http://bemvindo.ch/). Havendo também a campanha de arrecadação da AMAR na França e a campanha de arrecadação no Brasil também através do site da Rede Ecológica.

Miriam, então, apresentou brevemente os 7 territórios envolvidos na campanha:
– Na Zona Oeste estão envolvidas: a Fundação Angélica Goulart (ex-Fundação Xuxa Meneghel) que tem um trabalho consolidado em relação a crianças de Pedra de Guaratiba.
– Em Vargem Grande a Articulação do Plano Popular das Vargens que atende a famílias da região.
– Em Magalhães Bastos, através do Projeto Juca – Juntando Cacos com Arte e do Coletivo Rua Solidária por ele criado para a campanha específica do coronavírus.
– Na Zona Norte a instituição é o CEM que tem um trabalho de muitos anos de agricultura urbana na Serra da Misericórdia.
– Em Belford Roxo, é o SIM! EU SOU DO MEIO que atende à crianças e famílias da Rua do Meio.
– E, finalmente, no Norte Fluminense, em Macaé, o Assentamento do MST Osvaldo de Oliveira que a despeito de se considerado um modelo para o desenvolvimento sustentável está, atualmente, sob ameaça de despejo.

MEDIAÇÃO Márcio Mattos Mendonça (AS-PTA)

– Comenta que a Rede Ecológica há bastante tempo reúne consumidores que percebem a importância de alimentos saudáveis e querem ir além. Destaca as questões sociais, em que os consumidores têm um papel na busca de um mundo mais justo.
– Esclarece que o objetivo desse Seminário é a troca de experiências com pessoas que querem saber mais sobre Agricultura Urbana e se articulam como uma rede de consumidores críticos.
– Fala de sua história com a agricultura urbana e destaca o seu papel cultural. Lembra-se de como o conversar sobre uma bananeira, que alguém plantou, foi importante para estabelecer trocas e afetos. A Rede Ecológica coloca um viés político para esse tema. Reflete o lugar que queremos viver, que realidade queremos construir. Bom abrir o leque do que é uma Agricultura Urbana que extrapola a questão agrária, a questão técnica.

APRESENTAÇÕES

Bernadete Montezano (Rede CAU) inicia falando do sentimento de luto, pois vivemos um contexto muito difícil de 5 mil mortes em nosso município. Comenta que está em total isolamento por sua precária saúde, e por ser grupo de risco. Fala dos 10 anos de associada da Feira Agroecológica de Campo Grande e do núcleo Campo Grande da Rede Ecológica.

Fala como representante de AAFA (Associação Agricultores da Feira Agroecológica de Campo Grande), um território com história de agricultura que sempre é invisibilizado. Fala ainda pela Articulação de Agroecologia do Estado do Rio de Janeiro. A Rede Carioca de Agricultura Urbana nasceu junto a AS-PTA. Um momento muito importante foi a participação do I Encontro Nacional de Agricultura Urbana.

Fala a partir de sua vivência, e percebe o termo agricultura urbana como algo em disputa. É das experiências e dos fazeres que a RedeCAU se formou, o formato em rede nós faz ter essa propriedade da agricultura urbana.

Trajetória da agricultura urbana, tem várias outras experiências maravilhosas com as quais dialogam mas o foco será a RedeCAU. São muitas as dimensões no DNA da RedeCAU, uma diversidade de saberes e sabores, o afeto presente nas relações com as pessoas, mas o mais forte é a questão dos espaços serem espaços de organização. Grupos que perceberam que pela organização podemos dar um salto maior. Somos mais fortes em rede, em união. Não adianta fazer uma horta isolada se você não se integra com o seu território. É necessário para isso que nos conectemos, reconectemos e nos alinhemos com os grupos.

A cidade do Rio tem uma característica bem peculiar. A Serra da Misericórdia é muito urbana, assim como a Vanessa que tem uma horta bem no centro de Campo Grande, lugar bem urbanizado. Nossa agricultura urbana é agroecológica, esta é uma característica básica. Nossa caminhada começou como ação do movimento agroecológico, não tem uma visão comercial ou oportunista. Temos uma luta pelo acesso, pela autonomia, não queremos qualquer semente. Temos a percepção que esse alimento tem que chegar a todas as pessoas, tem que ser acessível. Tem o projeto Morar e Plantar, que converge com a luta pela moradia. É algo que está no nosso imaginário, mas lutamos para que tenhamos acesso a um lugar de plantio e um lugar de produção. No Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural, travamos uma luta com o Plano Diretor da Cidade, com a missão de dialogar com a equipe técnica que está fazendo essa revisão.

Temos forte o diálogo com outras redes. A agricultura urbana é feita por mulheres (coletivos de mulheres), movimento de Economia solidária (PACs), movimento de consumidores (Rede Ecológica)

Há a busca da preservação da biodiversidade, não queremos uma agricultura que envenena a água, uma semente não crioula, não biodinâmica, temos que levar em consideração que o ser humano existe enquanto natureza. Agricultores e Agricultoras são nossos anciãos e anciãs, que preservam saberes e os territórios.

Lutar para que o alimento fosse acessível a todos também fez parte, a luta pela Lei Orgânica de Segurança Alimentar, e conseguimos aprová-la, estabelecendo diálogo com o legislativo. Ajudamos a formar a Frente Parlamentar de Segurança Alimentar e Nutricional, e também de Agricultura Urbana. O mesmo em relação a uma Política Estadual de Agroecologia e Produção Orgânica e a política de Agricultura Urbana Estadual. Dentro disto houve a luta pela alimentação escolar ser local, cumprindo a lei.

Quanto ao controle social fomos trilhando caminhos para sair da invisibilidade, ocupando espaços no CONSEA e CMDR, que já tinha sido extinto, mas seguimos forte faz alguns anos. Também estamos presentes junto à Comissão de Produção Orgânica (CPORG) do Ministério de Agricultura e Pecuária.

O Rio de Janeiro tem muitas unidades de conservação, e tem havido muita batalha pelo correto entendimento do que é um maciço.

Outro aspecto é que muitos agricultores urbanos estão nas feiras, na comercialização para sobreviver. Isto fortalece o entendimento de outros modos de fazer a economia e o próprio controle sobre as práticas: agregamos o Sistema Participativo de Garantia, o selo orgânico que dá autonomia e visibilidade para a produção. O Márcio Mendonça junto com a Cristina Ribeiro conseguiram viabilizar o quintal certificado, nos dando uma autoridade em relação ao que produzirmos. Pegando e pautando a importância de certificar quintais e feiras.

Nisto tem ajudado muito a Campanha Produtos da Gente, a Campanha Xô Saco Plástico.

Comida não é negócio, não podemos falar de alimentação sem a presença dos agricultores. É um território em construção. Na Aldeia Maracanã tivemos que tirar asfalto. São outras trajetórias, cada um com a sua, com pessoas de outros estados que fazem todos os dias a agricultura no Rio de Janeiro, é nossa recampenização, como disse Paulo Petersen. O território é o lugar onde se vive, é o lugar onde viveram nossos antepassados. É um lugar de luta.

MEDIAÇÃO Márcio Mattos Mendonça (AS-PTA)
– Agricultura não é só colocar semente na terra, pois um agricultor precisa da estrada, logística, o preço, detalhes da comercialização, a articulação. É pensar na organização da cidade, no abastecimento da cidade.
– O Circuito Carioca de Feiras Orgânicas é um circuito de 18 feiras orgânicas e aproximadamente 200 agricultores. Tem como conselho gestor a AS-PTA, Aula, Essência Vital, ABIO e mais alguém que ajuda a prefeitura a construir políticas públicas. Acabamos de tomar conhecimento que a prefeitura revogou o conselho gestor, o que significa que apenas a prefeitura diz o que pode acontecer. Estamos colocando on line um abaixo-assinado contra esta medida. É algo muito grave. (…)

Veja Parte II do relato do Seminário na próxima Carta Semanal.

Manteigas Bemposta: nova opção em pote retornável

Nossa Comissão de Reaproveitamento dá uma resposta em relação a nossa preocupação de como ficará o reaproveitamento em tempos de pandemia, que reforçam tanto o descartável, o plástico! Bela resposta! Segue o texto:

Na próxima chamada de secos, as manteigas da Bemposta (com e sem sal) estarão disponíveis em uma nova opção de embalagem: o pote de vidro com 560g. Nesse formato, serão aproveitados potes de outros produtos oferecidos na Rede (mel, extrato de tomate e palmito) que retornam ao produtor, Ronivon, por meio do trabalho desenvolvido pela Comissão de Reaproveitamento de Embalagens.

Além de reutilizar os vidros, a intenção é diminuir o uso de embalagens plásticas descartáveis e, dependendo de como for o andamento, futuramente substituir essas embalagens pela opção retornável, para esse e outros produtos.

Por enquanto, as manteigas continuarão a ser oferecidas também na opção em pote de plástico, com 350g – porém, já nesta chamada, o incentivo é para darmos preferência, se possível, aos potes de vidro. Da mesma forma, eles serão retornados ao produtor por meio das coletas da comissão. Vamos fazer girar!

Pesquisa sobre hábito e demanda de pescado sustentável na Rede Ecológica

Davi Rodrigues (Humaitá) está realizando uma pesquisa sobre hábitos de consumo e demanda por pescado sustentável.

Algumas informações sobre a mesma:

1) Trata-se de uma primeira fase de levantamento de informações que buscam subsidiar a formação de uma cooperativa de compra e venda de pescado junto aos pescadores da Reserva Extrativista Marinha de Itaipu (Niterói).

2) O respondente não será identificado e a pesquisa poderá ter fins acadêmicos, caso haja interesse e participação de estudantes universitários na análise dos resultados.

3) A pesquisa não gerará nenhum compromisso da Rede Ecológica com a inserção de pescado de origem sustentável em sua cesta de produtos no futuro.

4) Prevê-se a realização de uma devolutiva com os resultados e, talvez a realização de um seminário sobre consumo de pescado e produção sustentável de pescado para os cestantes da Rede Ecológica como contrapartida.

Participe! Segue o link da pesquisa:
https://forms.gle/UxXQ3TTU1Pn9ZhqbA

O I Seminário de Agricultura Urbana foi um sucesso!

O Seminário foi um sucesso e, entre os participantes da sala do zoom e os assistentes, no nosso canal de youtube, tivemos aproximadamente 100 pessoas. O vídeo desse I Seminário Interno da Rede Ecológica – Agricultura Urbana seguirá à disposição no nosso Canal para aqueles que não puderam estar ou quiserem revê-lo.

Letícia Ribeiro, Mariana Portilho e Luisa Mushu da eficiente equipe  da AS PTA,  parceira fundamental desse I Seminário garantiu a relatoria das apresentações e do debate o que divulgaremos na próxima Carta.

Da AS PTA também, veio a mediação generosa e atenta às questões da Agricultura Urbana de Márcio Mattos de Mendonça, Coordenador do Programa de Agricultura Urbana dessa instituição que vem também orientando a Campanha O Campo e a Favela de Mãos Dadas, contemplada pela Fiocruz.

 

Ao longo do Seminário soubemos da Resolução SMDEI “N” Nº 069, de 10/06/20, da prefeitura do Rio de Janeiro, que extinguiu a Comissão Gestora do Circuito Carioca de Feiras Orgânicas. A reação foi imediata, tendo havido em 19 de junho uma audiência pública convocada pelo vereador Renato Cinco.

Nesse sentido, pedimos seu apoio na assinatura do abaixo assinado: https://secure.avaaz.org/po/community_petitions/articulacao_de_agroecologia_do_rio_de_janeiro_aarj_retomada_do_conselho_gestor_do_circuito_carioca_de_feiras_organicas_e_regimento_interno/?zjQVAdb

A questão das sacolas retornáveis: o reaproveitamento em questão

Em tempos de pandemia a atenção à tentativa de se reduzir os sacos plásticos se torna cada vez mais necessária, em nome da preservação e dos cuidados. É impressionante o aumento dos sacos e dos isopores! Daí ser muito importante a contribuição de Juliana Medeiros, agricultora agroecológica e perita na cozinha (Colher de Pau).

Juliana, produtora do Sítio Santa Bárbara, inovou na embalagem para envio de seus produtos.

Observem o carinho e cuidado com a sacola que ela mesma preparou. Assistam o vídeo em https://www.facebook.com/100003594608319/videos/2830357087094084/

Isto nos remete a outra providência importante, na nossa Campanha: a utilização de sacolas retornáveis. Ana Paula Rodrigues (núcleo Campo Grande e FAG) nos encaminhou um áudio a respeito, transformado em texto por Eva Ferreira (Humaitá):

A decisão foi baseada no fato de terem havido muitas entregas anteriores. No mutirão de ação emergencial em Guaratiba entregamos mais de 1.400 cestas. Todas chegam através da Campanha Rio Contra o Corona e, agora, do projeto da Rede Ecológica, onde compramos de outro fornecedor uma quantidade de cestas.

Todas as cestas de alimentos, kits de higiene e limpeza e tudo mais que a gente já doou, tudo isso precisa ser desinfetado um a um. Não encontramos outra alternativa. Temos um grupo pequeno, acionamos alguns voluntários, em especial jovens, reduzimos a equipe a cada mutirão, exatamente para não ficar muita gente na Fundação e também adiantamos essas desinfecções com algum grupo da equipe ou de voluntários, algum dia antes do mutirão, de forma a adiantar. Fazer tudo isso na hora, no dia do mutirão, fica muito difícil porque acaba que os agendamentos que fazemos de 30 em 30 minutos, que são 15 a 20 famílias e tem dado super certo, se for organizar tudo na hora realmente complica muito. Então, adiantamos um dia antes com uma outra equipe e com voluntários, e no dia do mutirão fazemos reposição.

Nessas reposições é feita a desinfecção também com a diluição de água sanitária, passando com o pano em cada cesta. Isso não encontramos nenhuma outra alternativa. É cansativo, ficamos descadeirados, dá dor nos quartos, mas não achamos outra alternativa.

A nossa convicção de não usar sacola plástica para os produtos das cestas agroecológicas é que algumas cestas de alimentos já veem em bolsa retornável, pois alguns fornecedores entregam assim. Sendo que são fornecedores diferentes. Mesmo essa do Rio Contra o Corona, entrega a cesta em uma bolsa retornável ou só um saco.

E, fora isso, recebemos outras doações, de várias coisas, e nós utilizamos muitos sacos, para colocar álcool em gel, máscara. Tentávamos juntar ao máximo, mas tinha coisa que não dava para juntar, então tinha que colocar separado. Estávamos ficando muito incomodados com a quantidade de sacolas.

Assim, decidimos que para as 300 famílias do projeto que teremos acompanhamento até julho, que compramos alimentos, kit de higiene e limpeza, e também dos agricultores locais os alimentos agroecológicos, essas decidimos que iríamos comprar a sacola retornável e fazer um trabalho com as famílias. O que aconteceu no primeiro dia do mutirão, na quarta.

Quem estava lá era o Paulo. Eu e o Paulo estamos mais à frente da ação da entrega dos alimentos agroecológicos. Na quarta, como temos uma lista de transmissão com as famílias agendadas, por essa lista também enviamos pílulas de informação. Muita gente trabalha na comunicação com eles, não só na prevenção contra o corona, mas também na prevenção da violência contra crianças, riscos do corona para as crianças e adolescentes, formas de ocupar melhor as crianças em casa para que o estresse no ambiente familiar não aumente, já que nosso trabalho é de promoção dos direitos das crianças e adolescentes. Essa é uma ação concomitante e não só de segurança alimentar, ou melhor, entendemos a segurança alimentar de forma ampla, como a busca do bem viver e que também inclui uma boa convivência familiar e comunitária. Nossa comunicação também vai nessa linha, não só em relação ao plantio, à agricultura, segurança e soberania alimentar.

E aí na quarta, como sempre pedimos que elas levem bolsas retornáveis, já desinfectadas, já orientamos em relação a isso, conseguimos arrumar nossas cestas nas bolsas retornáveis que compramos, e na hora pedíamos à família para transferir os alimentos para suas próprias bolsas. Organizamos em nosso quintal dois espaços com bancos em que a família é atendida e, se tiver que transferir para a própria bolsa, o faz. Mas a maioria tem sacolas. Nós conseguimos que 90% das famílias não levassem a bolsa retornável onde as cestas são arrumadas. Elas transferem para suas próprias bolsas. A maioria levou bolsas porque elas dividem a cesta de alimentos para não ficar muito pesado, levam carrinho de feira. Nossa orientação é nesse sentido. Após a transferência ficávamos com as bolsas para desinfecção e utilização para o próximo mês. No último mês elas levarão as bolsas para casa.

Fica a pergunta: como ficará o reaproveitamento, dentro deste avanço da vigilância sanitária? Tudo o que é velho, usado, será visto como perigoso? Como ficará isso?

O assentamento Oswaldo de Oliveira prepara terra para plantio de feijão

O assentamento Oswaldo de Oliveira é um dos territórios atendidos pela Campanha da Rede Ecológica junto com os apoios do exterior e de nosso país. A partir de reunião que a Rede Ecológica teve com os Amigos da Rede Ecológica na Suíça, através de Leonor Hernandez, Silvano teve a oportunidade de compartilhar a situação que vivem: buscam fazer novo plantio de feijão, mas o grande problema é se conseguir o trator.

Trouxe como conseguiram levantar dinheiro para preparar 1,5 ha, mas faltavam 3,5 ha para completar sua meta de 5 ha. O feijão é de excelente qualidade. Quanto trouxe esta situação, todos se mobilizaram, especialmente a Suíça, para encaminhar os R$ 1.500,00 necessários a esta empreitada.

Conseguiram o trator que já fez sua primeira entrada, mas deverá vir ainda 2 outras vezes para completar o serviço.  Como o plantio está precisando ser feito o mais rápido possível, vamos torcer para que o processo se complete.

É admirável o pique dos assentados que, mesmo ameaçados de despejo, acreditam que o plantio é uma maneira contundente de provar que eles são produtivos (alegação do processo de reintegração de posse) e que com isto alimentam populações.

Doaram 10 toneladas de alimentos ao longo destes últimos meses.

 

A fala de nossos produtores - COOFELIZ

embalagens de caféIniciamos agora uma sequência de depoimentos de nossos produtores que se apresentam e falam também do impacto que a Rede Ecológica tem junto a seus produtores.

Como compramos de alguns produtores que são Assentamentos grandes ficará mais difícil esta percepção, mas ainda assim, achamos que vale a pena chegarmos mais perto!

Iniciamos com um depoimento de Sandra da COOFELIZ, a cooperativa que nos fornece feijão, café, fubá, entre outros produtos. Saiba mais sobre a COOFELIZ.

[Live#9] O que o agronegócio produz?

A live da Campanha Contra os Agrotóxicos desta semana vai se aprofundar sobre o tema do agronegócio. O que ele produz? Gera empregos? Bota comida na mesa? É sustentável?

Para conversar sobre este tema, convidamos a Antonia Ivoneide (Neném), dirigente nacional do setor de produção do MST, e Marco Antonio Mitidiero Junior, professor e pesquisador da Geografia na UFPB, e presidente da ANPEGE.

É nesta quarta (24/06), às 14h. Assista nos nossos canais:

Rota do Cuidar-se

O Grupo de Mulheres da Articulação de Agroecologia do Rio de Janeiro está solicitando ajuda para concretizar a 2a Rota do Cuidar-se! Veja a campanha:

“O *Grupo de Trabalho de Mulheres da Articulação de Agroecologia do Rio de Janeiro* já começou a *entrega de 70 cestas com itens de base agroecológica* para autocuidado e saúde a mulheres que estão na linha de frente no enfrentamento ao Covid em seus territórios.

Hoje iniciamos um novo ciclo que depende do apoio de vocês: Temos *30 dias* para triplicar esse valor inicial que arrecadamos e *produzir e entregar estas cestas a mais 100 mulheres.*

Cada cesta leva itens como tinturas, pomadas, compostos, sabão e sabonete caseiros… Tudo feito a partir de conhecimento e práticas populares, tradicionais e de base agroecológica.

A primeira cesta que realizamos teve o valor médio de R$80,00 reais e contou com 15 itens! Isso significa uma *média de R$5,50 reais por item*: Com nossa rede e laços fortalecidos podemos garantir *saúde a preço justo e popular*!

Além disso, a Cesta conta com um Caderno Acolhedor que fala dos produtos e traz dicas e receitas de autocuidado. *Saber é poder e autonomia*: queremos nosso conhecimento partilhado entre as nossas.

Contribua com essa ação, todo o valor faz diferença nessa vaquinha!

Para dúvidas, envio de comprovante e outras informações, escreve pra gente: *gtmulheresaarj@gmail.com*.

Nossa revolução é feminista, popular, antirracista e agroecológica.

GT Mulheres da AARJ”

Quem nos Alimenta? Soberania alimentar, para quê e para quem?

Diálogos para pensar la Soberanía Alimentaria en el continente é uma série de debates promovida pela Fundação Rosa Luxemburgo em parceria com a Revista Cítrica-Argentina e a UTT – Unión de Trabajadores de la Tierra.

Participam deste debate, realizado no dia 19 de junho, a Unión de Trabajadores de la Tierra (UTT) de Argentina e o Movimento de Trabalhadores Rurales Sin Tierra (MST) de Brasil.

Movimentos territoriais e campesinos latinoamericanos. A UTT que abarca mais de 16 mil famílias pequenas produtoras que ha mais de 10 anos têm a experiência com a agroecologia como sua grande bandeira ao lado da luta pela terra.

Assista aqui ao debate.

 

 

Amiga/os da Rede: um novo conceito abre caminho


Desde o início do ano foi cunhado dentro da Rede o conceito de Amiga(o) da Rede Ecológica, que representa pessoas que por algum motivo não se adequaram a se tornar associado, mas tem simpatia, empatia, vontade de ajudar o nosso movimento, das mais variadas formas. Pessoas que têm contribuído financeiramente, feito um ou outro transporte para alguma ida aos produtores, ajudado a divulgar, traduzir materiais, etc.

Achamos que precisávamos valorizar este formato, que é muito bonito e importante para ao funcionamento da Rede.

Com o surgimento da Associação de Amigos da Rede na Suíça este conceito cresceu mais ainda, já que eles se envolveram para além da criação da associação, a montar um site para nossa campanha na Suíça. O nome da campanha é Bemvindo! Visite o site: bemvindo.ch.

Amigos e amigas da Rede que estejam na França e queiram colaborar com a Campanha O Campo e a Favela de Mãos Dadas – a Rede Ecológica ampliando o acesso a Comida de Verdade, podem acessar, aqui, a Campanha de Arrecadação realizada pela AMARAssociação Francesa que tem longa parceria com a Rede.

E agora vem mais: Julia Stadler (Santa) está se organizando junto a amiga(o)s para criarem uma associação deste tipo na Alemanha. No ínterim, para que a coleta se viabilize, Júlia disponibilizou a conta a seguir:

BIC: BYLADEM1001
Julia u. Günther Stadler
DE03 1203 0000 1018 7507 27

Essa conta pode receber doações de países da zona do euro, que não pagam transferência.

Importante que toda(o)s nossos associada(o)s registrem as(os) amiga(o)s da Rede e cuidem para que isto fique sendo visibilizado através de um cadastro que está sendo organizado no nosso site. Seria importante que os amigos e amigas sejam encaminhados ao site para preencher o cadastro. Esta é uma pequena forma de “oficializar” e visibilizar estas pessoas que se dedicam a nosso movimento.

O objetivo nessa associação é vincular de forma permanente esses amigos à Rede Ecológica, seja através de campanha, visitas, etc.

Estaremos em breve encaminhando um adesivo que nossa designer Ruth Freihof (Santa) preparou para a Associação dos Amigos da Suíça, que estará acompanhando uma carta de agradecimento. Pensamos em fazer o mesmo, para nosso site, só que neste momento está muito mais complicado para nós encaminharmos este adesivo. Em breve será feito.

Live#8: Se acabarmos com os agrotóxicos, o mundo passa fome?

Na live desta quarta-feira (17), 14h, a Campanha Contra os Agrotóxicos trará para o debate “a pergunta que não quer calar”. Nos 9 anos de existência da Campanha, não houve uma reunião, mesa ou palestra em que esta pergunta não tenha sido colocada.

O fim dos agrotóxicos representaria uma queda na produção de alimentos? O mundo passaria fome? A agroecologia tem condições de suprir as necessidade de alimentos para a população?

Para contribuir na construção das respostas, teremos duas pessoas especialistas no tema: Islândia Bezerra, nutricionista, professora e pesquisadora da UFPR e presidenta da Associação Brasileira de Agroecologia (ABA), e Antônio Marcos Vignolo, biólogo especialista em sistemas agroecológicos e assessor técnico da Cootap, uma das cooperativas responsáveis pela produção de arroz orgânico do MST.

Venha participar conosco deste debate: é nesta quarta-feira, dia 17 de junho, às 14h.

Assista em:

CONSEA-Rio: ações em tempo de pandemia

A pandemia trouxe desafios inéditos para o CONSEA-Rio. Conciliar o isolamento de seus conselheiros e a urgência do estabelecimento de estratégias e ações em prol da garantia da segurança alimentar da população do Rio tem sido uma tarefa difícil. Serão pontuados alguns problemas e as soluções encontradas.

1. Para manter o distanciamento social passamos a realizar reuniões virtuais;

2. Estávamos em meio ao calendário para a eleição de novos conselheiros, o qual seria consumado em Assembleia e posterior cerimônia de posse. A comissão eleitoral avaliou a impossibilidade de dar prosseguimento ao processo e, ao mesmo tempo, a provável dificuldade de novos conselheiros em administrar medidas urgentes que o momento exige. Optou-se, então, por pausar o processo, prorrogando a gestão atual e inserindo nas reuniões os candidatos à próxima gestão como convidados;

3. A interrupção de serviços afetou as feiras livres, havendo imperícia e indecisões dos gestores públicos em relação ao seu funcionamento. O CONSEA não foi consultado a respeito do assunto;

4. Aconteceram alguns anúncios e episódios de lockdown o que trouxe a preocupação com a garantia de circulação de agricultores para a entrega de seus produtos. O CONSEA-Rio se antecipou e elaborou documento nesse sentido enviando aos órgãos competentes diversos;

5. Embora o CONSEA-Rio tenha entre seus conselheiros representantes da prefeitura tem sido difícil obter informações sobre as ações desenvolvidas pelas respectivas secretarias. Muitos não têm participado das reuniões e nem respondem as mensagens. Foram enviadas solicitações para aos órgãos relacionados à segurança alimentar sem retorno ou com respostas evasivas. Os conselheiros identificaram, em contatos informais com membros das comunidades, o não cumprimento de obrigações governamentais, especialmente a referente ao oferecimento da Alimentação Escolar. Foi elaborado um ofício denunciando o fato a Defensoria Pública. A ação teve parecer favorável obrigando o município a garantir a alimentação escolar para o universo dos alunos matriculados;

6. Ainda que entendendo os obstáculos trazidos pela pandemia, o município do Rio de Janeiro apresenta inadequações referentes a aquisição, a qualidade e a forma de oferecimento de gêneros alimentícios exigidos pelo Programa de Alimentação Escolar. Há, ainda, contratos entre prefeitura e representantes da agricultura familiar para fornecimento do PNAE que não estão sendo cumpridos. O CONSEA-Rio (em ação conjunta com CMDR-RIO-Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural do Rio de Janeiro) se posicionou e apresentou estratégias para a garantia de compras dos agricultores familiares e de uma alimentação diversificada, fresca e local aos estudantes. Foram apontadas (por Margareth Carvalho Teixeira (UNACOOP-União das Associações e Cooperativas de Pequenos Produtores Rurais do Estado do Rio de Janeiro) necessidades urgentes para a execução de projeto do Programa de Aquisição de Alimentos para a entrega no Banco de Alimentos do Mesa Brasil e Banco de Alimentos da CEASA. Para isso, o CONSEA-RIO precisa estar ciente, atestar, reconhecer as instituições beneficiadas, o volume de recursos envolvidos e acompanhar a sua execução. O CONSEA-Rio está fazendo os encaminhamentos necessários.

Está em elaboração Documento que será enviado ao Ministério Público e a Secretaria Municipal de Educação.

O CAC entra como novo território em nossa Campanha

Estamos muito contentes com a decisão do CAC entrar na nossa Campanha. Em realidade criou-se um grupo integrado por associados do núcleo São João de Meriti e associados de outros núcleos que já tem um envolvimento com esta escola e seu belo quintal. Aconteceram 2 reuniões que definiram uma proposta a ser levada aos 60 familiares das crianças que estudam na escola.

A proposta é de construção de uma horta comunitária dentro do quintal com 10 famílias, tomara que sejam dos quadros da escola. Para tal vai-se fazer uma entrega de cestas de frescos em 3 encontros e se conversará sobre a proposta. A ideia é fazer a partir do interesse de participar uma combinação com as famílias, que trabalharão 6 horas por semana no quintal e a colheita será dividida pelas famílias.

Elas receberão quinzenalmente cestas de frescos, e uma vez por mês um aporte de arroz e feijão de nossos produtores. A ideia é que isto poderá realmente dar um impulso mais permanente à horta, tornando o quintal de fato um espaço de agricultura urbana.

Vários integrantes da equipe de gestão estarão acompanhando individualmente as famílias, tanto para cadastrá-las quanto para saber de como está sendo o processo, através do zap. São vários os problemas que o quintal enfrenta, mas a ideia é ir resolvendo aos poucos.

No I Seminário da Rede Ecológica sobre Agricultura Urbana que acontecerá no dia 17 de junho, 4a feira, às 10h, Rafael Moura, engenheiro ambiental que tem cuidado nos últimos tempos do quintal, terá oportunidade junto com a equipe de apresentar a proposta e ouvir sugestões, reflexões a respeito. Gostaríamos de enfatizar que o grupo está aberto a outros associada@s que queiram participar. É só entrar em contato com a Beth Lessa do núcleo Grajaú pelo email bethbessa@yahoo.com.br.

[Live#7] A boiada do veneno

 474 agrotóxicos registrados em 2019. Outros 150 já registrados em 2020, a maioria em plena pandemia. Pode isso? Quais os caminhos que levam um agrotóxicos a ser considerado “seguro” para o uso no Brasil? O que isso significa para a saúde da população brasileira?

A live desta semana (quarta, 10/06, 14h) trouxe dois grandes especialistas da Fiocruz neste tema: Aline Gurgel, pesquisadora do LASAT/CPqAM, e Luiz Cláudio Meirelles, ex-gerente geral de toxicologia da Anvisa, e pesquisador do CESTEH/Ensp. O debate será mediado pela advogada popular Naiara Bittencourt, da Terra de Direitos e da Campanha Contra os Agrotóxicos.

{Live #6} Agrotóxicos e as Eleições de 2020

A Live da Campanha desta quarta-feira (2 de junho), às 14h, trouxe ao centro do debate o tema das eleições. No contexto da pandemia, o cenário é de mais dúvidas do que certezas.

O que será deste pleito? O tema dos agrotóxicos segue tendo relevância nesse cenário?

Para falar sobre este tema, convidamos o Deputado Federal Nilto Tatto (PT/SP), que apresentará um panorama nacional sobre o tema, e o vereador de Florianópolis Marquito (PSOL/SC), autor da lei que institui a cidade como Zona Livre de Agrotóxicos.

Também foram socializadas as experiências coletivas que resultaram em avanço legislativo a partir da luta dos movimentos populares com a Lourdes Vicente, do MST Ceará, com a proibição estadual da pulverização aérea. A conversa será moderada por Fran Paula.

Acompanhe a transmissão pelo Youtube e Facebook da Campanha!

http://facebook.com/CampanhaContraOsAgrotoxicos

A Gestão da Campanha O Campo e a Favela de Mãos Dadas

Entrega das produtoras do Assentamento Terra Prometida – Mulheres de Hidra ao Programa Social – SIM! Eu sou do Meio

Internamente a Rede busca estabelecer maior organização e integração, clareando assim os caminhos a serem percorridos e buscados. Já estamos com vários financiadores e vários territórios e realidades, com diferenças bastante grandes entre si.

Aconteceram várias reuniões que se concentraram no compartilhamento de informações, gerando-se uma grande planilha que vai dando conta das diferentes facetas e está sendo organizada por etapas, coletivamente.

Formou-se um Grupo Gestor com representantes dos territórios e vários Comitês que descentralizam os trabalhos:

1.finanças estará acompanhando e verificando entradas e saídas de dinheiro, prioridades, prestação de contas etc;

2. logística, que tem a ver com as compras dos produtores e encaminhamento para os projetos;

3. comunicação que está trabalhando em duas frentes: uma com um grupo de jovens dos territórios que estarão presentes nas entregas, documentando-a, recebendo para isto informação/formação. Este material estará sendo trabalhado por um segundo grupo que está focando nas redes sociais, especialmente facebook e instagram. O site e a carta semanal vão estar trabalhando com estes materiais, buscando um material o mais integrado possível.

Parte dos presentes na Reunião da Campanha O Campo e a Favela de Mãos Dadas, dia 03 de junho.

Os próximos 3 meses estão organizados em função do projeto da Fiocruz, o que não significa que os demais territórios deixem de estar assistidos.

Mas, para além da assistência, torna-se cada vez mais importante trabalhar sobre os caminhos do futuro que propiciem empoderamento e autonomia para as pessoas destes grupos. Apontam para alguns temas centrais.

Primeiramente a agricultura urbana. Daí a organização do I Seminário Interno da Rede Ecológica que, aberto a tod@s da Rede, contará com a presença de lideranças importantíssimas da agricultura urbana no Rio de Janeiro, como Márcio Mendonça (AS PTA) e Bernardete Montezano (Rede CAU). Farão ainda parte Ana Santos e Marcelo e Paulo Monteiro, representando respectivamente o CEM e a FAG (Fundação Angélica Goulart), que abordariam o que desenvolveram no tema ao longo dos anos. A ideia é que os demais territórios – CAC, SIM! Eu sou do Meio, Articulação Popular das Vargens e PDS Osvaldo de Oliveira tenham oportunidade de compartilhar neste momento o que têm acumulado neste tema, no seu território.

Um segundo aspecto muito importante é a questão educativa, que passa por todos os detalhes relacionados com a alimentação, com a prevenção e manejo em relação ao corona, entrando na questão do consumo. Isto se integra com a comunicação, no sentido de que desenvolvamos formas de passar estes conteúdos, facilmente assimiláveis, e aproveitemos ao máximo materiais já existentes. A educação alimentar torna-se central, que passa pelo exame do orçamento doméstico, tentando ver as prioridades escolhidas em certo momento e colocando alternativas. Passa por saber como preparar os alimentos, por entender de onde vem, o que significam mais amplamente. Isto passará por oficinas, vídeos, papeizinhos com receitas, etc. E por formação de pessoas, com ênfase a jovens, que se vinculem às entregas e que sejam preparados para conversar a respeito.

Estes caminhos apontam que talvez uma das melhores formas de consolidarmos nossas propostas têm a ver com levar nossa experiência de Rede Ecológica, no sentido de formação de núcleos, neste momento núcleos populares. Será algo que acontecerá a médio e longo prazo, mas que deve estar, desde o início em nosso horizonte.

Todas estas ações buscando autonomia e empoderamento destes grupos, sua adesão à comida de verdade. Passa pelo entendimento da população pobre atendida, do que é a alimentação saudável e como inseri-la na sua vida. Acreditamos que aos nossos produtores irá interessar dar continuidade a este tipo de entrega, tanto porque significa renda, quanto porque abre para um mercado muito mais amplo. E acima de tudo, a solidariedade. Poderíamos imaginar em itens básicos como arroz e feijão que poderiam ser adquiridos a preços de mercado, e subsidiados na diferença pela Rede Ecológica. Muita coisa terá que ser pensada, discutida e feita. Práticas de agricultura urbana e oficinas de cozinha são imperativos para que o surgimento de núcleo possa a médio prazo acontecer.

Coletivo Terra do Assentamento Terra Prometida investe na saúde dos seus Produtores com recursos da venda das Cestas de Agroecológicos

O Coletivo Terra investiu parte do dinheiro que ganhou com a venda das cestas de frescos, nas pessoas do grupo.
Contratou os serviços laboratoriais com profissional de enfermagem para aplicar vacina contra H1N1, coleta de sangue para fazer hemograma, verificação de pressão arterial, temperatura corporal, nível de oxigênio no sangue e checar o quadro físico dos que atuam no Coletivo. O propósito foi investir na prevenção e verificar se tem pessoas assintomáticas para o Covid-19, no grupo.

[Live#5] Agrotóxicos na Água

A Rede Ecológica, no incentivo a Agricultura Urbana como uma das estratégias fundamentais para a Soberania Alimentar de nossas casas e, sobretudo, dos territórios economicamente vulneráveis da cidade, tem se aproximado da temática da água.

Na ação que foi contemplada pela Chamada Pública para apoio as ações emergenciais junto a populações vulneráveis – Covid 19, por exemplo, a Rede Ecológica se propôs a apoiar a construção de uma cisterna para a captação da água da chuva, na Serra da Misericórdia, onde o CEM desenvolve projeto de Agricultura Urbana, além de prever a doação de filtros de barro e de vela para famílias da Serra da Misericórdia (junto ao CEM) e de Pedra de Guarativa (junto a FAG-Fundação Angélica Goulart) e ao trabalho de fornecimento de quentinhas e água potável desenvolvido pelo Coletivo Rua Solidária.

Além disso, representados pela Ruth Freihof (Santa) na Campanha Permanente contra os Agrotóxicos e pela Vida, gostaríamos de convidá-los aos debates Ao Vivo promovidos pela Campanha todas às 4as feiras, às 14h.

Nesta quarta-feira (27/05), às 14h, horário de Brasília, aconteceu a live da Campanha Contra os Agrotóxicos que debateu um tema fundamental: a água. Cerca de 2/3 do nosso corpo é feito de água: quais os efeitos que uma água contaminada por agrotóxicos por causar em seres humanos e animais? Existem limites seguros? O que podemos fazer para garantir uma água limpa?

O tema ganha ainda mais relevância com a abertura da consulta pública do Ministério da Saúde sobre a nova portaria de potabilidade da água.

Para falar sobre este tema: Mônica Lopes-Ferreira, imunologista e pesquisadora do Laboratório Especial de Toxinologia Aplicada (LETA) do Instituto Butantan, e Wanderley Pignati, médico e pesquisador do Núcleo de Estudos Ambientais e Saúde do Trabalhador (NEAST), da UFMT. Ambos falaram sobre suas pesquisas que investigam a presença de agrotóxicos na água e seus efeitos em seres humanos e animais.
Acompanhe a Campanha Permanente contra os Agrotóxicos e assista o debate:

Eduardo Moreira anuncia inédito Banco Popular no Brasil aos moldes do Triodos Bank

por Nilson Dias site Viver Fora do Sistema – O economista e ex-banqueiro Eduardo Moreira anunciou neste última sábado 16 de Maio a fundação do FINAPOP, um banco onde os investidores terão a certeza de que seu dinheiro está sendo empregado em iniciativas do bem, como o apoio à agricultura familiar e empreendimentos sustentáveis.

A iniciativa tem como inspiração o Triodos Bank, um banco que surgiu na Catalunha com a missão de ser um banco ético e sustentável e de fazer o “dinheiro trabalhar” para mudanças sociais, culturais e ambientais positivas. O banco só investe em empresas sustentáveis e não usa capital especulativo, apenas dinheiro de verdade aportado por seus correntistas e investidores.

No Brasil, a iniciativa está registrada na CVM (Comissão de Valores Mobiliários) e a primeira operação registrada garantirá aos seus investidores um retorno pré-fixado de 5.5% ao ano livre de IR, o que chega muito próximo ao rendimento do Tesouro Direto prefixado com vencimento em 6 anos. Nesta operação inaugural, o FINAPOP emitiu um CRA (Certificado de Recebíveis do Agronegócio no valor de R$ 1 milhão para financiar a expansão do parque industrial da COOPAN que é a maior produtora de arroz orgânico da América Latina e é um empreendimento 100% gerido por assentados do MST.

No anúncio feito através de uma teleconferência, Eduardo se mostra estar muito emocionado com a iniciativa que poderá causar uma verdadeira revolução fundiária e econômica no país com a abertura de um banco onde a população brasileira poderá investir como investe na poupança, CDB ou Letras do Crédito Agrícola com acesso ao fundo garantidor até o valor de R$ 250 mil reais e sabendo que este recurso além de trazer retorno financeiro, estará sendo catalisador de grandes mudanças em nosso país.”

Assista anúncio do FINAPOP:

 

 

 

A Soberania Alimentar será Camponesa ou não será

A Carta Maior lançou um artigo sobre a soberania alimentar, em que fala sobre o lançamento de um manifesto pela proteção e pelo reconhecimento da agricultura familiar e camponesa como atividade de interesse público, e contra a ditadura econômica dos mercados imposta pela agroindústria.

Vale a leitura:

https://www.cartamaior.com.br/?/Editoria/Politica/A-soberania-alimentar-sera-camponesa-ou-nao-sera/4/47507

A Importância das Cestas de Alimentos em tempos de COVID 19

Essas não são as cestas que a Rede tem distribuído e ainda vai distribuir com os recursos que vem sendo arrecadados pelas campanha nacional e internacional  O Campo e a Favela de Mãos Dadas, mas Bibi Cintrão (Santa) quis dividir conosco o depoimento que recebeu no grupo de acompanhamento ao CAC (Centro de Atividades Comunitárias) onde o  Programa da Rede Ecológica Campo e Cidade se Dando as Mãos, tem desenvolvido atividades há alguns anos e onde funciona o Núcleo São João do Meriti.Um jeito de mostrar os sentimentos que perpassam tod@s que estão envolvid@s nestes lindos trabalhos de solidariedade.

O depoimento é da Adriana Melo, coordenadora do CAC-Centro de Atividades Comunitárias de São João do Meriti  e fala da sua participação na entrega de 30 cestas básicas que aconteceram no dia 21 de maio às famílias de alunos da Escola do CAC:

Vivemos tempos difíceis, muitas tensões e estou buscando as palavras certas para demonstrar todas as emoções que senti hoje….

Senti medo, por poder voltar para casa contaminada, e contaminar minha mãe.

Me senti fortalecida, com o gesto da Escola de Música da AMC (Associação do Movimento de Compositores da Baixada Fluminense), que com sua doação de 30 cestas básicas me deu uma injeção de ânimo.

Senti muita alegria, por reencontrar as professoras do CAC, mesmo com todos os nossos medo: Rusami é do grupo de risco e estava lá. Também tivemos a ajuda do marido de Rusami… É claro que sentimos falta da Roseane, que não está em São João, mas tenho certeza, que se estivesse teria vivido mais esse momento conosco, e seu marido também, se fosse necessário ! Estar lá com vocês foi bom demais!!!

Senti tristeza por não poder abraçar cada uma das pessoas que encontrei hoje…

Senti muita felicidade em ver, como famílias muito humildes, cuidam tão bem de suas crianças que nem imaginamos a dificuldade em que vivem.

Senti muita dor em ver a dificuldade de tantas famílias, independente da pandemia.

Fiquei muito, mas muito Grata, ao ver o sorriso das famílias ao receberem a cesta, o livro e a mudinha de suculenta. São encontros que vou levar comigo para sempre!!!

 

Todos sabem o quanto o CAC me emociona! E hoje cheguei em casa exausta, mas muito gratificada por vocês me darem essa oportunidade e eu poder viver todas essas emoções!! Muito obrigada!!! Saibam que eu sempre peço forças para continuar junto com vocês regando esse sonho que é o CAC!!! Hoje, percebi que são vocês que me dão força!!!

Só posso dizer a TODOS E TODAS que apoiam o CAC, MUITO OBRIGADA por me proporcionarem esse dia!! Sem vocês eu não estaria mais no CAC!!

Foi um dia cansativo! Mas recarregou minhas e energias!

Veja como a Rede está lidando internamente com o Corona

Diana Rosa e Eduardo, preparando o espaço de Yoga da Débora para receber os Secos de abril.

Estamos iniciando este balanço que passa por muitas ações externas, mas também revela uma grande resiliência da Rede internamente. Decidir por manter as entregas, dentro do possível, os esforços de organizar um mutirão, mesmo sem espaço específico para isto, todos os cuidados com as entregas, sempre com muita conversa coletiva, o zap funcionando a mil e as pessoas muito colaborativas.

Semana passada a aplicação do questionário revelou a posição da maior parte dos Cestantes de manter as entregas e mostrou o quanto a Rede é importante na vida das pessoas, que não estão poupando esforços para que ela continue funcionando apesar dos tempos difíceis.

O núcleo o Grajaú, coordenado pela Beth Lessa e pela Débora Regufe, acabou se destacou nesse sentido, pois apesar de estar sem sede mostrou um forte espírito de solidariedade e ajuda mútua. Importante destacar a o importante papel da responsável pelas entregas desse núcleo, Diana Rosa Avelar que com muita eficiência e delicadeza foi coordenando os trabalhos, para que tudo desse certo.

Optou-se por uma carona super solidária, em que uma pessoa tem feito a entrega para 2 ou 3 próximos ao seu trajeto. Raíssa e Ernesto ofereceram sua casa para separação de frescos. Débora, da Comissão Gestora disponibilizou sua sala de Yoga, não utilizada neste momento, para que os frescos fossem separados. Acabou ficando os frescos em um espaço, os secos em outro, mas a compreensão e colaboração foram muito grandes. O grupo cresceu muito neste processo. Seria legal saber das vivências de outros núcleos.

Como mobilizar pessoas para contribuir com a Campanha lançada pela Rede

Uma forma interessante de contribuir com a campanha foi encontrada por Solange Braga (Urca). Ela mobilizou familiares e amigos, além dos associados do núcleo, para colaborarem tomando como referência o cálculo de cestas.

O grupo vai beneficiar 17 famílias, com entrega de duas cestas, durante um período de 3 meses, arrecadando um total de R$ 1.224,00. O valor será repassado para produtores, ou outras necessidades que se apresentem.

O cálculo tomou por base o valor de R$ 36,00 para uma cesta mensal de frescos.

Esta forma de organização poderia ser pensada para todos os nossos núcleos. É a hora da combinação de criatividade e solidariedade!

Conhecendo melhor o movimento Rua Solidária e seus parceiros

Alimentos frescos provenientes de nossos produtores Francisco Caldeira (Vargem Grande), Gustavo Rodrigues  (Brejal) e pelo Coletivo Alaide Reis (MST – sul fluminense) estão sendo doados sistematicamente. Vejam os produtos chegando ao centro da cidade:

  

Como tem acontecido semanalmente, eis aí mais uma entrega feita no centro da cidade, na Igreja Santo Antônio dos Pobres, localizada na rua dos Inválidos.

Foram entregues:

  • 200 QUENTINHAS
  • 200 ÁGUAS
  • 150 KITS HIG FEM/ MASC
  • SOBREMESAS ( bananas in natura)
  • Muito AFETO ❤️❤️

Conhecendo um pouco mais sobre nossos parceiros nestas ações do movimento Rua Solidária:

Gastromotiva, Organização da Sociedade Civil de Interesse público (OSCIP)

Tendo sido Fundada em 2006 por David Hertz –  chef e empreendedor social – , a Gastromotiva apresenta-se como parte criadora de  “uma iniciativa global que conecta pessoas, projetos, empresas, universidades, agências internacionais, governos e a sociedade civil em torno do poder transformador da comida”.  Desenvolve projetos como cursos profissionalizantes gratuitos para jovens de baixa renda, cozinhas sociais em comunidades, restaurante-escola que oferece refeições gratuitas para pessoas em vulnerabilidade social, entre outros. Vale a pena visitar o site (https://gastromotiva.org/ ) e conhecer as ações desenvolvidas pela Gastromotiva, bem como ler a reportagem sobre ela na Revista on-line Follow the collors (https://followthecolours.com.br/cooltura/conheca-a-gastromotiva-ong-brasileira-que-transforma-vidas-atraves-da-gastronomia/ . Acesso em 22/9/20).

Instituto LAR – Levante. Ande. Recomece

O LAR trabalha a partir da premissa de que “A rua não deve ser o lar de ninguém”.  Apresenta-se ressaltando que “não se trata de filantropia”, indicando que suas ações “promovem independência”. Vale também uma navegada em seu site onde se propõe, entre outros, alcançar o objetivo de “garantir às pessoas em situação de rua acesso aos direitos constitucionais e ao mercado de trabalho com vistas a sua plena emancipação social” (www.institutolar.org.br  Acesso em 22/9/20)

Rede do Bem

A Rede do Bem é uma rede formada por voluntários, existente  há 5 anos, cujo objetivo é prestar atendimento básico à população de rua em todo o estado do Rio de Janeiro. É composta por ongs, ativistas, defensoria pública que se unem com a preocupação de promover assistência a esse grupo de vulneráveis sociais.

–  Coletivo Alaíde Reis do MST

O Coletivo Alaíde Reis é compreendido por agricultores no campo de 4 assentamentos do MST no sul fluminense.  Abastecendo sistematicamente de comida de verdade a Rede Ecológica, trata-se de parceria fundamental para o alcance de nossos objetivos.

A seguir, você poderá assistir e ouvir o que diz Edneia Pinto Araújo, uma entre as produtoras e produtores do coletivo Alaíde Reis que fornece alimentos ao Rua Solidária:

 

Dando mais um passo para conhecer melhor o projeto Rua Solidária, nada mais indicado do que ouvir a exposição feita pela líder desse movimento, Vania Rosa:

 

A fim de fecharmos aqui esse tópico, convidamos você a assistir à participação do padre Júlio Lancelotti no programa do canal Prerrogativas, transmitido no dia 19/9/20. Suas palavras vão nos ajudar a reconhecer a situação dramática em que vive a população de rua no Rio de Janeiro e em outros locais.

Link com o programa: https://www.youtube.com/watch?v=S784AgIozsk

Criança com brinquedos e livros - nova campanha encabeçada pela Rede Ecológica agora em prol da infância

Vania Rosa, do projeto Rua Solidária, teve a generosa ideia de reunirmos brinquedos e livros para serem dados às crianças no dia 12 de outubro. Temos visto nas ruas muitas crianças sem infância!

A seguir a chamada para os núcleos da Rede Ecológica, a fim de obtermos adesão a esta nova campanha, que contemplará os territórios da Rede.


 

Sempre atent@s ao desenvolvimento de ações coletivas e solidárias, acreditamos que esta campanha possa ser trabalhada com a intenção de constituir e fortalecer bibliotecas e brinquedotecas.  Ideias e formatos são superbemvind@! Quem se anima a participar?!

Texto da campanha de arrecadação:

O assentamento Oswaldo de Oliveira fala de suas ações em conjunto com a Rede Ecológica