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Relato do Encontro Campo e Cidade se Dando as Mãos (1a. Parte)

Relato do Encontro de avaliação dos primeiros meses do Programa Campo e Cidade se dando as mãos na baixada fluminense realizado por Bibi Cintrão (Santa), com um coletivo. Estaremos veiculando por partes, a que segue é a primeira:
CENFOR – Nova Iguaçu
15 de julho de 2017, das 10 às 17h
A Rede Ecológica está há mais de 6 meses atuando no Programa Campo e Cidade se dando as mãos, na baixada fluminense e este foi um momento importante onde se encontraram as várias frentes de atuação, com uma avaliação de tudo o que foi feito neste período. O objetivo do encontro era percorrer as várias ações realizadas, tendo uma visão global do processo, refletindo sobre descobertas, dificuldades e desdobramentos possíveis, pensando encaminhamentos para o próximo semestre.

Participaram
Adriana Camargo de Melo (CAC Coelho da Rocha)
Alex Vieira (professor da escola Estadual Presidente Kennedy)
Ana Santos (Núcleo Grajaú /CEM) equipe
Ângela Prado (Nova Iguaçu)equipe
Annelise Fernandez (Vargem Grande) equipe
Bibi Cintrão (Santa Teresa) equipe
Maria Celeste Conceição Silva (Nova Iguaçu)
Diogo Lisboa Aguiar (Botafogo) equipe
Dione Galvão (Campo Grande)/equipe
Flora Gomes da Silva (produtora Rede /Nova Iguaçu)
Isabel (produtora Raiz Forte) (Seropédica)
João Pimenta (Serorganico Seropédica
Joice Scavone (Botafogo) equipe
Kátia Soares (Nova Iguaçu) equipe
Lélia Silva (Campo Grande) equipe
Lucio Lambert (Urca) equipe
Mario Freire (Urca)
Milca Colombo (Grajaú) equipe
Miriam Langenbach (Urca) equipe
Paulo (produtor de Serorganico)
Rafael Carvalho (Grajaú) equipe
Sergio Lima (Nova Iguaçu)
Vinicius Paulino (produtor Fazendinha Campo Alegre) / Serorganico
Zolmir Figueiredo (Grajaú/Verdejar)equipe
incluindo pessoas da equipe da Rede Ecológica envolvidas com as atividades do Programa e pessoas/instituições que foram contactadas ou cujos laços foram reforçados com o programa, tanto pelo lado do consumo quanto da produção. Estavam num total 24 pessoas, vários só ficaram em um dos turnos. Da equipe estávamos em 14, um numero bem representativo.
O encontro foi realizado no CENFOR, que é o local onde são feitas as entregas do núcleo de Nova Iguaçu. Importante destacar que o Cenfor é obra de Dom Adriano Hipólito e que congregou e congrega movimentos sociais da baixada, sendo um centro de formação.

1.Breve Histórico do Programa
O encontro iniciou com uma apresentação dos participantes e com uma fala da Miriam, sobre o histórico do Programa Campo e Cidade se dando as mãos e seus objetivos.
O programa surgiu como uma forma de ampliar os grupos de consumo para a baixada, que é uma área muito desassistida, onde ainda há presença de agricultores, que acabam não se voltando para esta população e se concentrando no rio de Janeiro. A idéia, dentro da proposta de regionalização assumida pela Rede Ecológica, é que se crie uma rede de coletivos de consumo que desenvolveriam um novo formato de consumo na região.
Iniciamos com a parceria da Aspta pensando em contratar um agrônomo recém-formado , através de convenio com a UFRRJ, por um ano, para fortalecer assistencia técnica a alguns produtores não certificados, em transição.
Entretanto vimos que seria um projeto caro, com um tempo muito limitado. Com a ajuda da reflexão de Mariela Rosa, da Emater e de Bibi Cintrão da Rede Ecológica, viu-se que seria muito mais produtivo pensarmos em intercâmbios de experiências, o que estaria também mais dentro das possibilidades financeiras da Rede poder manter por um tempo prolongado.
Agradecimentos especiais a Lucio Lambert, pela primeira vez alguém da Rede Ecológica ter se oferecido para oferecer com seu conhecimento vivencias rurais, que seriam momentos de imersão no campo, repassando tecnologias alternativas com as quais ele tem se envolvido. Sua perspectiva de criar uma ecovila, ainda não tendo terra, o fez pensar nesta perspectiva, rica para a Rede e também para seu grupo. Um segundo agradecimento se deu com a perspectiva de criação de uma comissão de cozinha, integrada por Ana Santos, Beth Bessa, Bibi Cintrão, Denise Gonçalves, Irma Ferreira, Milca Colombo. Outra pessoa especial foi Annelise Fernandez assumindo as entrevistas com os agricultores, e finalmente, a equipe de filmagem, representada por Joice Scavone e Diogo.
Importante destacar que um dos aprendizados muito importantes neste período, foi a percepção de que há flexibilidade no desenvolvimento do projeto. Assim vão sendo feitas experiências, avaliadas, e a possibilidade de reformulação está sempre presente. Isto confere grande autonomia ao programa, não ficando preso a compromissos externos.

2. Apresentação das Finanças/ Prestação de Contas
Foi feita uma breve apresentação da situação financeira do Programa, preparada pela Brígida, que está responsável por isso, mas que não pôde participar. O Programa arrecadou até agora um total de cerca de R$ 15 mil e teve despesas totais em torno de R$ 6.500,00.
Teve uma doação inicial do fundo rotativo da Rede de R$ 7.200 mil e dos cestantes em torno de R$ 3 mil (doações em nov e dez/2016). Entre jan e jul/ 2017, as doações foram de R$ 3 mil (uma doação mensal média de cerca de 450,00 por mês, na planilha da compra mensal).
Em termos dos gastos, as 3 vivências rurais no sitio Canaã custaram em torno de R$ 4.000,00 no total, sendo que as inscrições cobriram 1.500,00 e o fundo R$ 2.500,00. As 3 oficinas de cozinha custaram cerca R$ 550,00 e as inscrições cobriram R$ 250,00. O diagnóstico dos produtores teve um custo de R$ 1.200,00, para a remuneração da Ana Salles (técnica agrícola cujo trabalho havia sido acertado inicialmente).
As pessoas que estão trabalhando nas equipes não receberam remuneração, mas tiveram os mas tiveram os custos pagos para a realização das atividades (combustível e / ou táxis) (continua)