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Publicação de artigo sobre Segurança alimentar, riscos, escalas de produção

Bibi Cintrão (Santa) encaminha a seguinte mensagem:

“Querid@s Amigos

É com satisfação que informo que finalmente desengavetei um artigo escrito há mais de 2 anos para publicação num número especial da revista Visa em Debate, sobre Risco e Cultura, mas que não deu certo na época.

Ele acaba de ser publicado na sessão “Debate”  da revista Visa em Debate Vol 5 n.3 e se encontra disponível no seguinte link:

https://visaemdebate.incqs.fiocruz.br/index.php/visaemdebate/issue/view/27.

Segue mais abaixo o resumo.

Na correria para o envio (e por conta da revista não permitir notas de rodapé), acabei me esquecendo de ver se seria possível incluir um agradecimento às pessoas que na época me ajudaram enviando comentários. Aproveito então esta divulgação para agradecer em especial a  Michelle Carvalho (que me enviou várias sugestões, inclusive de corte, pois havia ficado muito grande), Denise Gonçalves e Clóvis Dorigon, todos do GT Slow Food Queijos Artesanais.

Agradeço ainda a Ana Luiza Meirelles (do Centro Ecológico Ipê, Rede Ecovida e do GT Inclusão Produtiva da ANVISA), que muito me incentivou a publicá-lo.

E, por último, aos professores da UERJ Inês Rugani de Castro e Eduardo Faerstein, que organizaram o Seminário Além da Carne Fraca, que trouxe a oportunidade de reapresentação do artigo.

Espero que ele seja mais uma pecinha a colaborar com nossa luta pelo reconhecimento da especificidade dos produtos artesanais e por normas sanitárias mais inclusivas.

Beijos

Bibi Cintrão”

 

Debate: Segurança alimentar, riscos, escalas de produção – Desafios para a regulação sanitária

 

Rosângela Pezza Cintrão

 

RESUMO: Neste artigo temos como objetivo contextualizar as dificuldades para a legalização sanitária das produções de alimentos artesanais e da agricultura familiar, que tornam-se objeto de intervenção tanto da Política Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional quanto da RDC no 49/2013, da Anvisa. Tomamos como método a revisão de documentos produzidos de agências estatais e organizações sociais, assim como bibliografias teóricas relacionadas à temática. Buscamos relacionar as dificuldades existentes com as transformações nos sistemas alimentares e com o aumento nas preocupações com os riscos sanitários a nível mundial, apontando a complexa interrelação entre cultura, riscos, tecnociência e modelos de desenvolvimento, assim como a presença de fortes interesses econômicos, que desafiam a promoção da saúde pública e da segurança alimentar (food security). Concluímos refletindo sobre a necessidade de uma análise mais integrada e contextualizada dos riscos no caso da produção, processamento, distribuição e consumo de alimentos em pequena escala, que favoreça modelos de produção e padrões de consumo de alimentos ao mesmo tempo mais justos e democráticos, ambientalmente sustentáveis e que tenham a valorização da vida e da saúde como eixos principais.