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Ata da reunião da Comissão Gestora

Ata da reunião da CG, por Eva Ferreira Data: 06/02/18

Presentes 13 integrantes: Miriam (Urca), Eva e Tânia (Humaitá), Rafael, Cida e Jefferson (Grajaú), Kátia e Ângela (Nova Iguaçu), Paloma, Ruth e Talita (Santa), Diogo e Erika (Botafogo).

Início: 17:30

Término: 20:00

Pauta:

a) Passagem do núcleo Grajaú para semanal

b) Fusão dos núcleos Botafogo e Humaitá

c) Definição de meia associação

d) Associação popular

e) Reunião com a ESDI

f) Novo momento de Nova Iguaçu

A pauta teve sua ordem invertida, e o primeiro tema a ser tratado foi a fusão Botafogo/Humaitá. Tânia expôs sobre a proximidade dos núcleos e a questão da contabilidade dos dois estarem no vermelho. Diogo ponderou que chegaram novos associados em janeiro e fevereiro, porém faltariam 9 novos cestantes para atingir o ponto de equilíbrio. Hoje, Botafogo conta com 14 cestantes. Érika ressaltou que nos oitos anos que está no núcleo a característica é sempre a mesma, ou seja, esvazia no final do ano e aumenta após o carnaval. Além disso, disse que é um núcleo bastante participativo e que infelizmente foram tomados de surpresa com a notícia da fusão. Ficou claro que houve recentemente perdas importantes com a saída de várias lideranças do núcleo, e a representação/comunicação acabou falhando.

 

Apesar de os dois núcleos apresentarem certa resistência à mudança, ficou claro que a sustentabilidade financeira é um fator preponderante e que, em momentos de crise como o que atravessamos, não pode mais ser sacrificada. E a perspectiva de novo núcleo poder ser criado em outra região é um aspecto interessante para a Rede. E o núcleo ficando mais forte, também ficar mais dinâmico. A questão da Rede Ecológica como um todo não pode ser perdida de vista.

Ficou acertado que a mudança ocorrerá em abril, a partir da entrega dos secos, devendo haver uma reunião com todos os cestantes no início do mês de Março. O responsável pelo núcleo será o Acofá, tendo em vista sua maior habilidade com a informática, devendo a Joana ser deslocada para a Casa Anitcha, de forma a organizar o mutirão e lidar com o reaproveitamento das embalagens.

O segundo assunto a ser abordado foi a questão do núcleo Grajaú se tornar semanal. O núcleo preparou um estudo de forma a comprovar que não seria viável a mudança, pois o consumo de frescos é sempre muito baixo no núcleo. Notou-se, porém que 5 pessoas consomem exclusivamente no dia dos secos, 3 famílias pedem cestas orgânicas, ficando claro que a compra dos frescos está em segundo plano. Miriam ressaltou que a compra de frescos é o carro chefe da Rede na medida em que representam os produtores locais, muito ameaçados e que é preciso um maior engajamento do núcleo para fortalecer tais compras. Katia frisou que não se trata somente da questão da sobrevivência do produtor, mas também do incentivo a produtos orgânicos, num país que é o campeão do consumo de agrotóxicos, e em que agora está prestes a ser aprovada no Congresso Nacional uma flexibilização ainda maior em relação aos agrotóxicos.

Foi combinado que o núcleo assumiria um envolvimento em conseguir novos associados, próximos do Grajau: a presença na Feira do Desapegue-se é um dos caminhos fundamentais. Foi ressaltado, que no final do ano passado, a ida à Feira foi combinada, tendo 3 associados se comprometido a ir. Surpreendentemente não o fizeram. Por sorte outros integrantes da Rede foram e conseguiram realizar a roda de conversa combinada, e conseguiram alguns novos associados. Mas ficou claro que o núcleo deverá assumir esta questão prioritariamente, estando presente de modo mais intensivo neste período, tanto na feira do Desapegue-se e também pensando formas de ter contato com as muitas pessoas que frequentam a Casa Anitcha. Deste modo, em breve o numero necessário deverá ser conseguido.

Talita questiona como está sendo feita a acolhida no que diz respeito a importância do consumo de frescos pela(o)s associada(o)s.

O próximo ponto foi a questão da adoção da meia associação, o que substituiria o compartilhamento. Após debates, foi aprovada a medida quanto ao pagamento de R$ 50 de mensalidade por aqueles que consomem até R$ 300 reais de secos, não havendo limite para frescos. Aqueles que consomem mais de R$ 300, continuarão a pagar a mensalidade de R$ 80.

A proposta de R$ 300,00 surgiu de dentro da reunião, com contraargumentação de uma integrante da comissão de finanças. Posteriormente foi visto pela responsável pelas finanças, que não pôde estar nesta reunião, que este limite não é viável, de modo que se manteria a ideia original, de R$ 250,00 como limite para secos.

Essa medida deverá ser adotada a partir de abril, por aqueles núcleos que fizeram o estudo e verificaram que é viável a adoção dessa medida. O gestor também deverá orientar aos integrantes do núcleo quanto à manutenção da mensalidade de R$ 80 reais por aqueles que podem manter tal pagamento. Com essa medida, a partir de abril/18, não poderá mais haver a divisão da associação.

Continuando, foi abordada a reunião feita com a ESDI, onde estamos pretendendo iniciar um novo núcleo, à qual estiveram presentes Beto, Miriam e Talita. Por parte da ESDI estavam 2 alunos do doutorado muito interessados na vinda da Rede Ecológica, já que estão trabalhando temas da agroecologia e agricultura urbana em suas teses. E a diretora com seu adjunto, que acolheram a proposta.

Ficou claro que esta parceria passaria por uma burocracia institucional, tendo que o acordo elaborado em conjunto pelas partes, ser aprovado pelo Conselho Departamental, e também pelo setor jurídico da UERJ.

Foi mencionada uma proposta feita na reunião pela direção de que houvesse uma contrapartida financeira, nem que fosse uma pequena redução da mensalidade, para atrair mais efetivamente a comunidade da ESDI. Foi mencionado ainda que haveria a necessidade da presença de um zelador, na medida em que a ESDI não funciona aos sábados, e os guardas presentes por determinação legal não podem abrir nenhum espaço. Este zelador, pessoa de confiança da instituição, receberia um pagamento de R$ 100,00 pelo meio expediente. O grupo questionou alguma redução na mensalidade como algo que não cabe, ficando a contrapartida possível o pagamento do zelador, algo que também normalmente não acontece e que coloca desafios à sustentabilidade do núcleo.

Este assunto continua a ser visto na comissão gestor, na medida em que está sendo elaborada a minuta do acordo.

Em seguida foi a vez de Nova Iguaçu se manifestar. Katia e Ângela informaram que radicalizaram quanto à questão do não consumo de frescos, ou seja, foi feita uma reunião em que foi colocado aos associados que não tem sentido permanecer na Rede sem fortalecer os produtores de orgânicos locais, uma vez que a Rede não é uma associação de compradores apenas, mas, um movimento social cujo objetivo maior é exatamente o fortalecimento desse tipo de produção e dos produtores. Tem que ficar muito claro para todos, que esta região, que ainda tem agricultores, com o Rodoanel, a especulação imobiliária e industrial, tem um prazo marcado para inviabilizar os agricultores. Ficou estipulado então, que haverá oferta quinzenal de frescos de produtores locais e que o consumo mínimo será de R$ 20,00. Esse valor será pago mesmo que o cestante não faça encomenda e que o valor arrecadado dos cestantes que não consumirem será repartido entre os produtores. Houve também uma mobilização para que os cestantes encontrem novos produtores.

Através da presença de Ângela e Sérgio o núcleo também participou de um encontro com a nova feira que será criada na Universidade Rural de Nova Iguaçu. Lá ficou acertado que a parceria entre a Universidade e a Rede Ecológica será apenas nos eventos.

Comunicaram, ainda, que em breve divulgarão o mutirão a ser realizado no sítio da Flora, para construção de uma estufa.

Encerrando a reunião, foi discutida a questão da associação popular. Uma referencia poderia ser Caxias, que está adotando uma taxa de R$ 15, enquanto grupo popular. Esta questão vai ter que ser melhor vista, já que são João de Meriti se prepara para se tornar um núcleo possivelmente da Rede Ecológica