Seguimos com o relato de Bibi Cintrão sobre a primeira reunião do Programa Campo e Cidade se dando as mãos. Pretendemos ir passando para vocês todos os passos que estão sendo tomados. Quem se interessar em integrar o programa, procure seu representante na comissão gestora.
Segue o Relato: “Em 7 de novembro foi feita uma reunião na AS-PTA, que foi a primeira de operacionalização do Programa Campo e Cidade se dando as mãos, que vai ser executado pela Rede Ecológica, com recursos levantados junto aos associados da Rede.
O programa está sendo executado em parceria com a AS-PTA, com a profa. Annelise Fernandez (da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro) e a Escolinha de Agroecologia.
Este programa tem como objetivo por um lado estimular a formação de coletivos de consumo na Baixada Fluminense e por outro lado localizar produtores(as) assentados(as) que tenham interesse em fornecer produtos agroecológicos, tanto para a própria Rede quanto para os potenciais novos coletivos. E dar algum apoio/suporte para efetivar e ampliar a oferta de produtos e para avançar na construção da agroecologia no Rio de Janeiro. O programa inicialmente previa financiar assistência técnica para estes produtores, mas ao longo das discussões achou-se mais viável apoiar visitas, intercâmbios, estágios e trocas de experiências, associadas a metodologias participativas e dinâmicas interativas, tendo em vista integrar os produtores entre eles e com os consumidores. Uma primeira etapa deste programa é a identificação de produtores para participar do programa e a realização de um diagnóstico.
O objetivo da reunião do dia 7/nov era preparar o questionário para o diagnóstico, que será realizado inicialmente junto a agricultores(as) dos assentamentos previstos para serem incluídos no programa, todos na Baixada Fluminense: Campo Alegre, Marapicu, Terra Prometida e a Feira da Roça de Nova Iguaçu. Na Feira da Roça temos representantes de movimentos como o MST (Movimento dos Sem Terra) e com o MPA (Movimento de Pequenos Agricultores), entre outros.
Na reunião estavam presentes Márcio Mendonça (AS-PTA), Anna Salles (técnica que estará à frente do diagnostico dos agricultores, com trabalho remunerado pelo Programa) e, pela Rede Ecológica: Tânia Franco (que acompanha o assentamento Terra Prometida), Vinicius Rodrigues(que acompanha o MPA), Gustavo Vilela (que vai acompanhar assentamento Marapicu), Eva Ferreira, Miriam Langenbach, Brígida Ruchleimer e Bibi Cintrão. A prof. Annelise Fernandez não pôde participar, mas enviou documentos e materiais para subsidiar a reunião.
A reunião começou clareando os objetivos do diagnóstico e das entrevistas, que serão feitas por Anna Salles, acompanhada por pessoas da Rede Ecológica (acompanhantes dos assentamentos e outras envolvidas no projeto). Os objetivos das entrevistas são de levantar a realidade destes agricultores (dados de produção e comercialização, em especial), suas possibilidade e interesse de adesão à proposta do programa e identificar principais potencialidades e dificuldades para a produção e a comercialização, que precisam ser enfrentados.
Antes de entrar no conteúdo do questionário em si, nos demos conta que era importante definir melhor como seria feito o contato e a conversa inicial com os assentamentos e quais os critérios para a seleção dos agricultores a serem entrevistados no diagnóstico. A proposta é entrevistar um total de 20 agricultores. Foi feita também uma conversa sobre a situação de cada assentamento, qual a melhor forma de entrada, definindo quem irá em qual local.
A reunião foi bastante produtiva e tirou como encaminhamento que após esta primeira rodada de reuniões e contatos com os assentamentos (que deve ser feita ainda em novembro, se possível), será feita uma nova reunião do grupo que está coordenando este trabalho, para um balanço e uma avaliação dos próximos passos, detalhar melhor a proposta de entrevistas e preparar o questionário/roteiro. “.