Recebemos da Comissão de Acompanhantes a Produtores de Frescos o relato abaixo, sobre a situação do sítio Canãa:
“Fernanda (Urca), acompanhante de Leodicéia (Sitio Canãa), e Eva (Humaitá), foram quarta feira 23 de agosto encontrar Leodicéia na feira no Paulo Ernesto.
Há uns dois meses a comissão de frescos tem questionado a entrada de produtos novos na lista de Leodicéia. Nós sabemos que pegar produtos dos vizinhos é uma praxe entre os produtores para se ajudarem, e a Rede Ecológica não vê problema nisso desde que estejamos informados dessa prática, e que tenhamos nomes e contatos das pessoas para poder fazer uma visita e saber se a produção é agroecológica.
Com isso, Fernanda fez um contato telefônico colocado que estão aparecendo produtos que sabemos não tem como vir do sítio dela e que ela não avisou e nem passou os contatos, apesar de estarmos pedindo isso há um tempo. Isso foi criando um clima de desconfiança e Fernanda explicou que um grupo de várias pessoas estava discutindo essa situação dela na Rede.
Durante o encontro, Fernanda explicou que a relação dela com a Rede Ecológica estava muito desgastada devido a não clareza da origem dos produtos e que a gota d’água foi quando descobrimos, através de outra pessoa, que o Célio era um produtor convencional. Após essa notícia e trocas, a conclusão coletiva foi propor a Leodicéia que se era difícil demais para ela fornecer sozinha para a Rede (custo do Frete), e se fosse do interesse dela, a formação de um coletivo de produtores agroecológicos vizinhos em Magé, onde trataríamos a comercialização e outras coisas de forma coletiva e também seria uma maneira de se apoiarem e dividirem os custos de transportes, adubos etc.
Ela nós respondeu que não tem interesse de formar um grupo de produtores porque isso demanda tempo, sendo que já não está dando conta do seu trabalho na sua propriedade e feiras. Disse também, que está com outros planos para a propriedade, como receber grupos de consumidores e que está estruturando uma cozinha processamento de alimentos.
Dessa forma, Fernanda deixou claro que não podíamos continuar comercializando assim, e que optamos em não receber mais os produtos dela a partir de setembro, pois da forma que estávamos trabalhando era inviável (falta de transparência no fornecimento de produtos de outros produtores, sem ter criado um coletivo)
Leodicéia disse que tudo bem para ela, até porque ela construiu outros projetos de vida para o propriedade e que não dá conta de produzir toda a demanda de consumo que as feiras tem.”