No interim, a roda de conversa que vai acontecer no próximo sábado, dia 13, no Redondo na praça General Leandro, praça interna aos prédios da rua Lauro Muller. Vai haver uma feirinha, com produtos agroecológicos do Movimento de Pequenos Agricultores. Este será um momento interessante de apresentação das propostas do MPA e da Rede Ecológica, associada à abordagem do risco dos agrotóxicos. A roda de conversa inicia as 10h, mas os produtos estarão já um pouco antes.
Estes produtos também estão na Feira Estadual da Reforma Agrária.
Segue a parte final da apresentação do MPA:
MPA no Rio de Janeiro e Espírito Santo:
Está há poucos anos no estado do RJ, é a região mais recente com núcleos do MPA.
Um apoio em termos de comercialização foi a organização desde 2013 da barraca camponesa de alimentos saudáveis, uma das propostas do MPA. Acontece periodicamente dentro do campus da UFRJ, uma parceria entre MPA e o projeto de extensão “Agroecologia em assentamentos rurais: uma estratégia para ampliação da renda familiar” da escola de serviço social da UFRJ em parceria com o projeto Laços e Nós do Instituto de Psicologia. Em períodos de férias a
Barraca camponesa se descontinua, mas funciona as terças em frente ao departamento de serviço social durante o período letivo.Oferece arroz, feijão, café, cachaça, açúcar, legumes, verduras, mel, fitoterápicos.
A referencia de comercialização significativa nacionalmente no MPA acontece em São Gabriel da Palha, no Espírito Santo, próximo à Bahia, onde há muitos agricultores, muito bem organizados em cooperativas. No Espírito Santo, mais de 80% dos municípios tem agricultores que integram o MPA. a escolaridade através da escola família tem reforçado este vinculo, preparando os filhos de agricultores para permanecerem na terra, se instrumentando em vários níveis.
Mas a produção ainda é pequena, e tem que ser escoada mais localmente. O grande gargalo é o transporte.
Em São Gabriel, a proposta de comercialização passa pela organização do mercado popular de alimentos , de onde são embarcados os produtos secos, diretamente para várias regiões do país, e também para o Rio de Janeiro. Sindicatos como o Sindpetro compra para seu próprio abastecimento; colégio Pedro II.
Além deste mercado há uma agroindústria de biomassa: microdestilaria que soluciona ecologicamente todos os problemas relacionados á cana. Produz além da cachaça, rapadura, açúcar, melado, também o álcool para combustível; utiliza o bagaço da cana para não utilizar lenha;parte do bagaço é aproveitada na própria propriedade para alimentar animais e como adubo. Toda a água utilizada é devolvida limpa.
No Estado do rio de Janeiro, o MPA está presente em 3 regiões: região metropolitana (núcleo ligado à feira da roça – estão situados em são Bernardino) ; Na região metropolitana há um projeto de casa de farinha, estão buscando parceria com a Apac, uma fabrica antiga que trabalhava com equipamentos agrícolas.
Há um núcleo na região serrana (Fazenda Alpina) e em Campos, no norte fluminense. No núcleo de Campos tem agricultores que foram afetados pela obra do porto Açu e um núcleo no assentamento Che guevara. Em Campos também tem uma barraca camponesa .
Há uma integração do MPA com a universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, havendo projetos a serem desenvolvidos. Na UFRJ campus praia vermelha integrantes do MPA fazem um curso correspondente à graduação especifico para agricultores e lideranças do MPA.
Foi no escopo deste curso que foi organizado o Seminário sobre soberania alimentar, e também o Í seminário Internacional Poder Popular na América Latina (25 – 28 de novembro)
* este material foi coletado na apresentação do MPA na plenária que contemplou as lutas agrárias, e também junto a Robledo Mendes.