De Renato Nazario , graduando da Engenharia florestal da UFRRJ e bolsista do NIa /UFRRural (nucleo interdisciplinar de agroecologia):
“Estive participando do Festival Internacional de Cinema Ambiental (FICA) na Cidade de Goiás-GO, onde foi lançado o filme Transgenic Wars (Guerra dos Transgênicos).
O filme possui uma abordagem interessantíssima sobre os impactos do impacto da agronegócio transgênico nas comunidade situadas próximo ás monoculturas de soja no Chaco argentino, evidenciando os males dos agrotóxicos ao expor crianças com problemas degenerativos devido a fumigação nas lavouras.
Outro aspecto colocado é sobre como as multinacionais, políticos lobistas, empresários (como a EuropaBio, que desenvolve inúmeras pesquisas para empresas) e outros, que tem se organizado para impor esse modelo globalmente através de acordos globais como o TAFTA (Trans-Atlantic Free Trade Agreemen – http://www.cartamaior.com.br/?/Editoria/Internacional/Tafta-EUA-e-UE-negociam-em-segredo-um-dos-tratados-mais-importantes-da-historia/6/30953). O intuito é romper com as barreiras criadas por alguns países como a França e outros da Europa, que baniram os cultivos de transgênicos em suas terras, criando assim, uma lei global onde os países não mais poderão ter autonomia para barrar a pesquisa e o cultivo de transgênicos, ou seja, é a universalização dos transgênicos.
A realidade é dura, mas que bom que essas denúncias tem vindo a tona, para quem sabe despertar a sociedade nessa causa contrária aos transgênicos e essencial à vida.
Nesse sentido, Transgenic Wars, filme francês, recebeu a melhor premiação do FICA 2015, o troféu Cora Coralina, com o prêmio de R$ 50 mil ao diretor Paul Moreira. O filme o Veneno está na mesa II também premiado com o Melhor Longa-Metragem, que dá direito ao troféu Carmo Bernardes, avaliado como: “perspicaz pela associação entre o meio ambiente, saúde e economia, propondo alternativas ao modelo hegemônico na agropecuária brasileira”.
Reconheço o triste cenário que se passa no estado de Goiás devido a avassaladora cultura do agronegócio, não podemos esquecer que a correlação de forças é extremamente desigual na luta frente a esse modelo. O espaço do FICA é muitíssimo aberto para exibição de filmes na temática político-ambiental(em todos seus gêneros) a nível mundial e Goiás tem sido destaque ao promover esse evento maravilhoso com muita cultura e denúncias.”