(continuação do relato sobre a reunião da parceria Rede, Aspta, Capina e Repos)
(…)”Miriam traz a situação do nucleo de Nova Iguaçu em que desde o começo a comissão gestora da Rede não aceitou trazer produtos frescos, na medida em que se achava que os consumidores não buscariam produtores locais, se acomodariam. Mas o ponto mais importante para esta definição foi a associação com a feira da roça, e o desejo de ser solidária com ela, reforçá-la. O nucleo de Nova Iguaçu foi formado a partir do projeto
Alimentos Saudáveis Mercados Locais, com uma parceria forte com a feira da roça.
Marcio explicita que realmente a feira da roça não vai poder atender as expectativas deste grupo definido pela agroecologia, vai precisar de outras fontes de abastecimento.
Seria importante que o nucleo fosse vendo esta questão com os produtores da feira, estimulando-os a assumirem uma transição para a agroecologia, promovendo uma reflexão conjunta com os produtores.
Miriam traz a importância de se pensar em algum projeto que possa propiciar o desenvolvimento da baixada fluminense, muito abandonada do ponto de vista alimentar. Ainda é uma área rural, e tem consumidores que querem outro tipo de alimentação, mas falta trabalhar isto mais sistematicamente. Na região há grandes centros urbanos.
Então a idéia é apoiar o nucleo de Nova iguaçu, na busca de reforço a alguns produtores da feira da roça, mas buscando outros produtores, o que o nucleo está começando a fazer. Isto poderá servir como referencia para outros grupos de consumidores, como há um grupo em Caxias, que tem todo o potencial para se tornar um grupo de compras coletivas.
Marcio fala do papel importante das feiras para a população, e cita um seminário sobre as feiras da roça que a Emater promoveu. Ficou claro que os vários tipos de feiras não tem interação entre si. Seria muito bom que agricultores de certa feira visitassem outras, para conhecer e discutir sobre.
Marcio levantou a possibilidade de se fazer um levantamento dos produtores das feiras da roça, capacidade de escoamento de seus produtos, que canais tem: feiras, grupos e consumo, paa, pnae. É muito importante o circuito ser local. Uma busca importante é se atingir mais o PNAE, que exige 30% no mínimo de agricultores familiares de cada cidade, havendo um preço melhor para produtos orgânicos. Entretanto isto não tem avançado em nossa região.
Foi pensadao em que o grupo de parceiros faça visitas às outras feiras da roça, observasse pontos em comum, diferenças. Foi salientada a importância de integrantes do nucleo de Nova Iguaçu participarem destas visitas.
A feira é vista como um espaço de formação agroecológica.
O segundo ponto da agenda, foram as noticias trazidas por Ricardo sobre o curso, que deverá se iniciar em agosto. A equipe é formada por Felipe, Maiara e Ricardo.
Tiveram reuniões com o MST, para ver como o publico seria definido. O MST deseja que este curso tenha amplitude estadual, os recortes são coletivos, pela busca de auto-organização . Os coletivos priorizados são as mulheres com artesanato, os jovens com fitoterapicos, comercialização pensando no planejamento de produção. No caso fariam parte coletivos de Campos, coopeerativas já consolidadas que são informais, de Macaé o assentameento Oswaldo Oliveira, no sul assentamentos de Piraí.
Estão elaborando o primeiro roteiro prévio ao curso, que atividades vão desenvolver.
Estão tentando articular com universidades regionais.
A questão do transporte é um obstáculo que está sendo resolvido.
Estão definindo qual o perfil que se configura e ver se os outros produtores da Rede tem a ver.
Em principio haveria um representante para cada coletivo, mas isto foi questionado pelo grupo, que considera ser mais produtivo ter 2 representantes, talvez valendo a pena reduzir o numero de coletivos, que poderiam ficar em 12.
Quem sabe uma dupla ligada a Associação da feira da roça de Nova Iguaçu ser convidada?.
Depois de fechados a lista de inscritos, vão encaminhar uma ficha de inscrição, pautada em um formulário da Capina, que entra mais do relato sobre a realidade de cada território, as dificuldades, o nível de produção, possibilitando um diagnóstico.
Depois da ficha, vai sendo elaborada a metodologia do curso, a partir de uma base inicial.
O planejamento é de 2 dias por mês, durante 6 meses, não no fim de semana.
Brigida abordou rapidamente o fundo rotativo, explicando que tem 2 associados interessados em participar (de Niterói e Humaitá), mas que atualmente todos estão fazendo um mutirão de finanças, que deverá terminar em junho.
A ação do fundo vai se voltar para projetos, tentando-se pensar que tipo de projetos são elegíveis.
Haveria os 2 formatos, de doação e empréstimo.
Tem que se pensar em um caixa descentralizado, separado da conta da rede. Novamente se falou da conta da Rede e como esta tende a se tornar mais problemática. A necessidade de se ver a possibilidade da criação de uma associação de amigos da Rede ecológica.
Tentou-se fazer um pequeno exercício de projeto para Nova Iguaçu e seu mapeamento de unidades de produção. Haver um levantamento de conjunto de voluntários, mas também a necessidade de uma pessoa ficando a frente, sendo remunerada por isto.
O mapeamento ajudando a clarear o tipo de projeto a ser apoiado.
Terezinha assinalou que agora a Capina vai iniciar os trabalhos para um projeto que está em fase final de aprovação.
Falou do curso de formação que vão realizar, dentro do projeto . É uma imersão de um fim de semana. A bagagem acumulada ao longo destes muitos anos, se voltará para equipar trabalhadores de ONGs, que tenham um projeto ideológico e político alinhado. Há uma carência de espaços que abordem o que fazer. Vão ser 4 módulos de 2 dias, em agosto, setembro, outubro e novembro, no colégio assunção. Pega um fim de semana, de sexta a domingo. Vai abordar a gestão e viabilidade. É um curso de imersão e alternância, na medida em que no intervalo as pessoas trabalham sobre os conceitos abordados. Pensa-se muito em mulheres, jovens, quilombolas, agricultores agroecológicos.