Ligia Bensadon (Niterói), publicou a seguinte nota no grupo do Facebook da Rede Brasileira de Grupos de Consumo Responsável: “No dia 22 de outubro de 2016 a Rede Ecológica promoveu um encontro para comemorar sua resistência junto das práticas agroecológicas e solidárias na produção e no consumo.
Os depoimentos de consumidores, agricultores familiares e camponeses reabasteceram os laços entre o rural e o urbano, além de demarcar o posicionamento político contra o governo federal golpista. O encontro ocorreu na Casa Anitcha, no Grajaú/ Rio de Janeiro, espaço colaborativo de trabalho que desde o início do ano estabeleceu parceria com a Rede para os mutirões mensais de produtos beneficiados.
A importância da relação direta entre produção e consumo foi referendada com relatos emocionantes, como da valorização da atividade rural e da escolha em ficar na roça; a ação de sindicatos no apoio aos agricultores familiares agroecológicos e o reconhecimento do trabalho das mulheres.
Também foram socializadas preocupações e denúncias frente ao cenário político. No âmbito nacional a iminência do corte em programas fundamentais, como o PNAE e PAA, colocando em questão estas importantes políticas de soberania alimentar, além da proposta de corte orçamentário em direitos sociais relativos à saúde e educação (PEC 55), entre diversos outros retrocessos já consumados. Foi consenso perceber que os avanços junto aos governos anteriores do Partido dos Trabalhadores correm sério risco de término: “a gente não sabe o que perde, se a gente não sabe o que tem”, desabafou a associada Tânia. Também foi dada atenção às pressões do agronegócio em retomar terras até então destinadas à reforma agrária, como em assentamentos no estado do Rio de Janeiro.
Ao final do encontro, após um delicioso e farto almoço agroecológico, foram feitos diversos agradecimentos aos que mantêm e sustentam a proposta da Rede Ecológica, desde a luta dos agricultores familiares, a manutenção das famílias consumidoras associadas, os motoristas, além das diversas parcerias que ampliam e aprofundam o alcance da proposta. A perspectiva para 2017 é avançar na promoção do consumo e produção agroecológica junto da Baixada Fluminense.