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gt san acesso da Articulação de Agroecologia do Rio de Janeiro se reune

Segue o relato de Monica Chiffoleau (Vargem Grande) sobre a reunião no dia 10/2 do gt SAN acesso a mercados:
Presentes:
Juliana Diniz- Coopagé, Fabiana Nobre – MAPA(Ministério de Agricultura),- Nádia Carvalho – UFRJ, Monica Chiffoleau /Silvana Pedroni -Rede Ecológica, Tania-ASPTA

O objetivo da reunião era avaliar o trabalho do GT e definir um planejamento para este ano. Lembramos que durante o ano passado foram realizadas as oficinas referentes a avaliação de conformidade e que a última reunião foi feita no mês de outubro para tratar o tema de Inclusão produtiva com segurança sanitária, que foi trabalhado conjuntamente com o GT Comunicação.

Ficaram como pendencias dois temas: as Feiras e outras oportunidades de comercialização.
1. Feiras
Nádia informou que tem um projeto concorrendo no edital de Itaú que pretende levar as feiras para um lugar não comum, que pode ser um shopping, corrida de formula 1 ou a porta do Maracanã.
Fabiana, falou sobre a feira a ser criada na Praça Mauá: este é um projeto que está sendo puxando pelo RH do MAPA, é um espaço estratégico porque tem vários prédios com escritórios no local, deve ser um horário que atenda as pessoas que trabalham no setor. Fabiana e Nádia irão informando sobre o avanço destes projetos.

Tania pediu para Nádia os resultados do estudo das feiras que foi feito no ano 2012. Nádia lembrou que houve poucas respostas,sendo necessário completar o estudo. A apresentação que ela fez está disponível no Prezi, é só procurar “feira quem somos” e os dados podem ser acessados.

Juliana falou sobre a necessidade de apoio com relação aos produtos processados para serem vendidos nas feiras. Fabiana indicou como boa parceria a Embrapa, porque eles tem engenheiros químicos e trabalham toda a parte de tecnologia de alimentos. Prontificou-se a fazer esta ponte.

Tania informou que a Tatiana Pastorello (ANA) vai fazer uma consultoria para avaliar a adequação das rotulagens dos agricultores das feiras orgânicas com relação aos requisitos para comercialização. O objetivo é realizar um diagnóstico para determinar quais oficinas devem ser providenciadas para os agricultores.
Outra discussão trazida pela Nádia, foi com relação ao fato que na feira livre pode-se fazer suco verde, ao contrário na Feira da UFRJ, em que não se pode nada. Seria interessante tentar convidar para o grupo algum agricultor que faça parte da feira livre e que trabalhe com processados para ter um outro olhar sobre o que está dando certo com relação aos processados, sucos,etc.

2. Outras oportunidades de comercialização
Foram sinalizadas algumas oportunidades que estão sendo oferecidas para alimentos orgânicos/ agroecológicos, como e o caso do Ceasa e o Bandejão da Rural. Viu-se a dificuldade GT SAN de acompanhar estas demandas.
Mónica lembrou que começou a sua participação no GT no ano 2012 , frente a perspectiva de fornecer a alimentação agroecológica para a Rio+20. A partir dessa demanda era preciso fazer um mapeamento para conhecer a realidade da oferta. Porém não foi feito na época e esta uma informação ainda não está disponível.

Fabiana informou que no MAPA tem um cadastro Nacional de produtores orgânicos, mas este ainda não está pronto. Estes dados poderiam se achar neste cadastro, pelo menos dos produtores de orgânicos certificados. Ela também disse que quando começaram o trabalho no MAPA a partir da criação da legislação, a demanda era mínima e foi feito muito para tentar incrementar essa demanda. O que estamos vivenciado é o caso oposto:, existe demanda e a oferta ou não é suficiente ou não é conhecida. Não está sendo possível dar resposta a algumas demandas.

Nádia falou sobre a experiência e dificuldades que ela teve para poder cumprir com um acordo realizado entre o restaurante Couve-Flor da UFRJ e os agricultores feirantes da Feira da UFRJ. Ela conseguiu que todas as condições de negociação propostas que favoreciam os agricultores fossem aceitas. Com relação a preço, receber só o que os agricultores tinham, os produtos serem apenas fornecidos no dia da feira da UFRJ para os agricultores não terem um duplo custo de transporte. Porém mesmo assim, os agricultores não conseguiram ficar. Não estavam mais interessados pelo fato que o restaurante pagava em 30 dias, e como estavam participando de feiras, para eles era melhor receber o dinheiro na hora. Esta foi uma lição muito importante para saber qual o grupo alvo e o interesse dos agricultores e quais são suas expectativas com relação aos mercados. Estas considerações vão fazer parte da sua tese de doutorado que está em elaboração, que serão subsídios importantes para o GT SAN, de modo a que possa refletir sobre a evolução do mercado dos orgânicos/ agroecológicos e os interesses dos seus atores.

Conhecer melhor a oferta: foi debatido se o mapeamento da oferta era escopo do grupo, ou se na Articulação ARJ existia algum GT que poderia trazer estas informações, que podem depois ser completadas com um planejamento da produção para poder ter ferramentas necessárias para prospectar mercados e seguir estimulando a demanda.

Fabiana sinalizou que os agricultores de Paraty conseguiram fazer o planejamento da produção graças a uma consultoria do Rio Rural, indicando a importância de convidar a Pesagro para uma próxima reunião do GT SAN. De acordo com a Fabiana, para poder demandar a consultoria é preciso ter um plano de negócios.

Silvana indicou que dentro do projeto da Petrobrás Alimentos Saudáveis Mercados locais estão contemplados planos de negócio. Tania confirmou, apontando que estes planos são para os grupos que fazem parte do projeto. Todos coincidimos que estes serão subsídios importantes para poder avançar no trabalho do GT SAN.

3. Informes
Foi informado que a primeira reunião da Coordenação Política de 2014 acontece nos dias 18 e 19 de março, na Reserva Biológica União, em Rio das Ostras. Era necessário tirar um membro do GT SAN para participar desta reunião. Silvana se prontificou. Fabiana também vai participar, mas ela vai ser convidada representando o MAPA.

4. Encaminhamentos
– Nádia vai trabalhar os dados das feiras e o questionário, mas não será a curto prazo porque está na reta final do doutorado. Ela também informará sobre as novidades do projeto do Itaú que está concorrendo para criação de feiras em espaços não comuns.
– Fabiana vai se informar com RH do MAPA para ver em que pé está a criação da feira e repassara as informações.
Durante a reunião um dos aspectos discutidos foram as sinergias do trabalho do GT SAN com o projeto da Petrobras, e a importância de estar acompanhando as ações que tem a ver com nosso GT, como é o caso das oficinas para adequar rotulagens que vai ser o resultado da consultoria da Tatiana, e os planos de negócio que vão resultar deste projeto e que podem permitir a ponte com o Rio Rural.
Fabiana informou que na reunião sobre o projeto que aconteceu no dia 06/02, ficaram de manter informados os parceiros sobre os avanços do projeto, estes podem ser subsídios para o trabalho do GT SAN.
Fabiana vai convidar a Pesagro para a próxima reunião.

Próxima reunião 09 de abril as 14h horas, local a confirmar.