Notícias do Sim! Eu Sou do Meio

Sabendo um pouco mais sobre o Sim! Eu Sou do Meio:

Importante situar um pouco mais esta instituição, entendê-la antes da pandemia. Ela é bem recente, ainda não completou 2 anos! Surgiu a partir de uma formação oferecida no Conselho Britânico chamada Cidadãos Ativos (Active Citizens). O grupo integrado por Débora Silva e mais uma bióloga e uma nutricionista concorreu a dois editais, cada um de R$ 2.500,00 oferecido ao final desta formação. Ganharam os dois, sendo a contemplada final a Rua do Meio, em Belford Roxo, que nos anos 90 era considerada a mais perigosa da Baixada Fluminense. Eram ações breves, uma voltada para o lixo e a segunda para o reaproveitamento de alimentos.

Depois destes editais, não pararam mais!Foram se organizando sempre através de ações voluntárias. O Sim! Eu Sou do Meio tem o seguinte tripé de temas: educação, esporte e cultura. Antes da pandemia organizaram aulas de capoeira, hip hop, ballet, teatro, reforço escolar, laboratório de projetos com jovens. Como desdobramento criou-se ainda uma roda de conversa de mães das crianças, que viviam violência doméstica dentro de casa. Todas estas atividades foram suspensas por conta da pandemia.

O Sim! Sou do Meio passou a contar desde 2010 com a nutricionista Débora Dobrochinski, que tem sido muito atuante no planejamento do cardápio das quentinhas dos moradores de rua. Ela acha ótima a possibilidade de aproveitamento total dos alimentos, já que são agroecológicos. Vamos conhecer Débora um pouco mais pelo vídeo que segue onde apresenta uma receita. A filmagem e edição foram feitos por Thiago Aguiar de Moura e Erick Guimarães Dias:

Desdobramentos neste momento de pandemia: a miséria aumentou ainda mais, muitas pessoas que conseguiam pagar um aluguel não conseguem mais, e estão indo dormir na rua, inclusive com muitas crianças. Assustador! Em resposta, o Sim! passou a produzir quentinhas. Atualmente estão entregando 100, confeccionadas a partir das suas doações. E isto levou à transformação de sua cozinha, até então, mais artesanal, e que vai se transformar em uma cozinha industrial, a partir também de doações. (aguarde a próxima matéria a respeito!). Atualmente tem uma equipe de cozinha, havendo duas cozinheiras (uma é de hospital, a outra de confeitaria) que ficam a frente em turnos diferentes, uma vez por semana. Junto a elas há 4 pessoas que ajudam no preparo dos alimentos, e 6 ficam por conta da entrega.

Infelizmente as doações que conseguiram junto ao Viva Rio, Crioula e Rio Contra o Corona se encerram neste mês, momento complicado em que eles tem que se reinventar. é muito importante garantirmos a estabilidade da entrega!

Parece que frequentemente as produtoras do Mulheres do Hydra encaminham produtos a mais, o que vai para as quentinhas.

Importante destacar ainda que neste período o grupo recebeu o apoio da FGV para organizar sua estrutura financeira, e sua documentação para registrar sua entidade.