A Articulação do Plano Popular das Vargens inicia suas atividades

Um território que inicia seu protagonismo na Campanha Campo e Favela de mãos dadas contra o corona e a fome é a comunidade Santa Luzia, na região de Vargem Grande. O núcleo Vargem Grande, através de Annelise Fernandes, Brigida Ruchleimer e Mariana Bruce fazem o acompanhamento deste trabalho comunitário, sob a liderança de Mara Bonfim (foto). Agente comunitária de saúde, estudando serviço social, aposentada, se sensibilizou com a situação vivida pela comunidade. Praticamente não conhecia nem interagia com as pessoas de lá, apesar de morar perto. Tomou a frente de conseguir cestas que atendessem às pessoas mais necessitadas. Inseriu-se na Teia da Zona Oeste, de quem tem recebido alimentos e também no grupo Movimenta Caxias.

A Rede Ecológica está iniciando a distribuição de 18 cestas, até o mês de setembro, e estamos nos movimentando para estender o trabalho para mais tempo. Depende de nossa campanha no Brasil e exterior ir se consolidando.

Pensou-se em 18 famílias que tenham interesse em agricultura urbana, consolidando um trabalho para além do assistencialismo. Há a perspectiva, junto a uma igreja, de espaço com potencial para uma horta comunitária.

A comunidade tem um problema de afluxo de água, inundando boa parte das ruas, o que também ameaçaria a horta. A ideia é fazer uma horta suspensa.

A seguir apresentamos uma matéria que fala da ameaça de remoção de milhares de famílias exatamente desta comunidade, sendo o argumento a questão das águas e da inundação. Buscando um melhor entendimento junto a Mara, ficou claro que a comunidade se organizou e levou a situação para a Defensoria Pública, com pedido de intervenção por parte do Ministério Público e junto a Secretaria de Habitação, para que não desenvolvam ações de remoção. Menciona como origem desse desequilíbrio, a construção de prédios novos que bombeiam muita água para a comunidade, assim como a TV Record, que fechou uma saída de água que havia. Seria importante que medidas fossem tomadas por parte da TV Record e destes prédios.

 

Segue a matéria:

Neste momento, a prefeitura do Rio, junto à polícia militar, estão no território da comunidade Santa Luzia em Vargem Pequena informando aos moradores que eles terão que sair de suas casas o mais rápido possível.

A prefeitura está oferecendo apenas R$ 400,00 (voucher de aluguel) aos moradores que estão sob ameaça de despejo. Em torno de 3500 famílias estão ameaçadas de remoção. Trata-se de uma grande violação dos direitos humanos dos moradores de favelas!

O (des)governo de Crivella, além de não se preocupar com a vida das pessoas promovendo uma reabertura precoce dos serviços e atividades na cidade, ainda quer deixar os moradores de favelas sem casa em plena pandemia de covid-19.

Como sempre, a prefeitura já começa a fazer tortura psicológica sobre os moradores dizendo que “se eles não aceitarem sair, ficarão sem nada”. Isso é TERRORISMO DE ESTADO!

A comunidade Santa Luzia existe há mais de 50 anos e, além de possuir concessão real de uso da terra, é também uma Área de Especial Interesse Social (AEIS), destinada à moradia popular. Ao ameaçar a comunidade de remoção, a prefeitura desrespeita a legislação vigente. A comunidade está sofrendo pressão dos condomínios de elite e empreiteiras interessadas na região.

Compartilhem e nos ajudem a denunciar mais essa atrocidade da prefeitura!

SANTA LUZIA FICA!

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