Assentamento Oswaldo Oliveira: fortalecendo o acampamento Edson Nogueira

Outra notícia importante é que nós estamos conseguindo apresentar os sete territórios e seus processos sob a forma de mutirão em rodízios de tarefas, Assim, por exemplo, hoje trazemos o que tem acontecido no assentamento Oswaldo de Oliveira, em Macaé, único espaço rural atendido pela campanha Campo e Favela de mãos dadas contra o Corona e a Fome. Com Silvano Leite, um dos líderes, ficamos sabendo que houve inicialmente duas entregas da produção adquirida pela Rede Ecológica, conforme ele mesmo revela:

“A gente não realizou entregas. Estávamos, internamente discutindo, a partir de interação com a Rede, a manutenção das entregas em uma única comunidade, a fim de reforçar os vínculos com uma e não com várias. Tivemos amplas discussões e  chegamos à conclusão da importância de mantermos as ações no nosso acampamento Édson Nogueira,  por vários motivos:

1º. Para fortalecer a cozinha comunitária que lá existe;
2º. Para incentivar as famílias acampadas a produzir alimentos saudáveis;
3º. Para realizar oficinas de culinária (por exemplo, a oficina de Produção de doces e pães);
4º. Para construir de forma coletiva um refeitório, já que em tempo de chuva, é muito difícil se alimentar no espaço coletivo;
5º. Para melhorar a infraestrutura da cozinha coletiva.

São estas as propostas de desenvolvimento que queremos com este apoio e contamos com está e outras parcerias”

É muito bonito ver esse foco da parte deles em articular o recebimento de alimentos com ações e atividades de trabalho que empoderam e constroem autonomia. Algo neste sentido também já está sendo colocado desde o início em um outro território, o CAC, sobre o qual falaremos a seguir.

 

Assista clicando aqui video de Silvano

A primeira ação no quintal do CAC

O CAC teve sua primeira ação e chegada com a limpeza do espaço, tomando já algumas iniciativas. Importantíssimo, porém, destacar, antes de qualquer coisa, o modo como este trabalho vem sendo construído coletivamente através de um grupo criado no whatsapp, onde as questões são bem discutidas e as tarefas distribuídas. Nesse processo, um agradecimento especial deve ser feito a Beth Bessa e Jussara Bueno da Costa que fizeram contato com as famílias interessadas, além de terem se comprometido a acompanhá-las no processo.  Também a Ítalo Albuquerque e Sergio Lima, que já têm experiência com agroecologia e já estavam presentes, atuando como interlocutores com Rafael Moura, à frente do processo, o que valorizou muito a possibilidade de absorver o raciocínio relativo a como trabalhar o desafio que esta ação representa.

Eis observações de Rafael, relativamente às pessoas presentes: “a empolgação de tod@s… uma destacando a horta como uma terapia, outra falando do avô… relembrando a triste marca da escravidão de pessoas naquele lugar. Houve registro sobre a solidariedade que aumentou nestes tempos de pandemia.  Neste mesmo dia, lembra Rafael, as pessoas receberam sua primeira cesta, o que também deu muita satisfação. Futuramente estarão colhendo estes produtos ali pertinho! “ concluiu.

A luta contra o despejo do quilombo Campo Grande

É Importante compartilhar também alguns resultados de nossos esforços para anular o despejo do quilombo de Campo Grande. Divulgamos a moção de repúdio para muitos cantos. Ficamos muito contentes em ver a pronta resposta da Amar, que mobilizou 13 associações, além de um senador francês a assinarem. A tv alemã ARD, uma das mais importantes da Alemanha cobrirá o que vai acontecer no dia 12 . Além disso, foi articulado a realização de um programa na tv 247 a respeito do quilombo com o dirigente do MST Sylvio Netto.  Nesse sentido, vale um recado:

Se vocês tiverem possibilidades de contatos com órgãos de imprensa, televisões, rádios, isto é muito importante a fim de tornar essas situações conhecidas de modo a despertar a consciência de mais e mais pessoas, levando-as a se movimentar e agir em defesa de seu próprio patrimônio que a natureza e o que ela produz.