Belo depoimento do núcleo Campo Grande

Muito inspiradora a fala de Amita Domiciano, do núcleo de Campo Grande, a respeito de nossa campanha! Assistam!

Cozido Agroecológico

Impressionante as diferentes formas de pensar a campanha, valorizando o preparo do alimento e possibilitando o acesso a esta vivência! Segue a chamada para o cozido agroecológico!

Você sabia que a mulherada do *Complexo de favelas da Penha* se uniu com a pandemia pra transformar seu território verde juntinho com o CEM? O afeto, a solidariedade e o cuidado coletivo foi tão potente, que as cestas agroecológicas doadas via Vakinha, pela Bemvindo no projeto Campo e Favela de Mãos dadas, Ação da Cidadania, Mesa Brasil e a ASPTA desencadearam outras ações de autonomia popular, como a criação de um espaço de agricultura urbana e autocuidado muito incentivado pelo GT Mulheres da AARJ com a Doação das cestas Cuidar se.

Vamos inaugurar nesse sábado (25/07) com um maravilhoso *cozido agroecológico* (legumes frescos, sem veneno da agricultura familiar + pirão e arroz do MST).

A venda será interna com entrega e também *externa pra quem quiser presentear a/o morador/a* ou mesmo vir conhecer e pegar a sua.

Você não pode ficar de fora!

Além de gostoso, fortalece a agricultura familiar, gera renda pra iniciarmos a produção de pomadas, tinturas, xaropes e fortalecer nossa Horta na escada. Participe!

Entrega de Cestas do CAC

Adriana Camargo, diretora do CAC, nos presenteia com um esclarecedor texto sobre o processo que ali está acontecendo:

Nos dias 22 / 25 de junho e 8 de julho, distribuímos na Escola do Centro de Atividades Comunitárias – CAC as cestas de alimentos frescos doadas pela Rede Ecológica através do Programa Campo e Favela de Mãos Dadas Contra o Corona e a Fome, que durante a Pandemia tem distribuído alimentos em várias comunidades no Estado do Rio de Janeiro fazendo com que alimentos saudáveis e sem agrotóxicos cheguem a mais pessoas e que os pequenos produtores consigam sobreviver. Decidimos fazer a distribuição de 20 em 20 famílias.

Foi uma experiência forte, pois mais do que levar alimentos, nesse momento difícil para todos, resolvemos trazer as famílias a escola e viver esse novo normal. Nos encontramos no quintal do CAC, em grupos de 10 pessoas, sentados em cadeiras afastadas umas das outras, usando máscaras e higienizando as mãos ao entrar na instituição. Também pedimos que todos levassem uma sacola retornável: uma boa situação para exercitar essa prática tão importante de usar menos plástico no dia a dia.

Foram momentos de conversa sobre a Pandemia, sobre a decisão da Escola do CAC em postar no Facebook materiais complementares, voltados para o acesso a cultura: músicas, histórias e informações, com o objetivo de aproximar as crianças e as famílias da escola, pontuamos, famílias e escola, as inúmeras dificuldades que o ensino remoto apresenta e as incertezas quanto os próximos meses. Mas, o que mais marcou foram as conversas sobre alimentação e sobre a criação de uma horta comunitária, mostrando que mesmo em um momento tão difícil e diferente é possível sonhar com algo que vai nos ajudar a viver melhor: Constituir um grupo de agricultura urbana no CAC. Vimos que todas as experiências que tivemos no nosso quintal foram sempre experiências individuais e quando, por algum motivo, aquela pessoa precisava se afastar, não tinha ninguém para seguir com o trabalho. Por isso a importância de termos um grupo que também vai possibilitar uma produção maior e diminuir o trabalho para todos.

Nas conversas sobre os alimentos que vieram nas cestas ouvimos crianças dizendo que gostam de quiabo e crianças que não conheciam alguns alimentos, vimos que muitas famílias consomem mamão verde, polpa de Jenipapo, confirmamos o sucesso do aipim, mas novidade mesmo foi a Capiçoba – uma PANC (Planta Alimentícia Não Convencional) que pode ser feita igual a couve. A Escola do CAC ainda acrescentou um livro de literatura infantil a cada cesta, garantindo que uma das principais linhas do trabalho da Escola do CAC seja mantida: a promoção da leitura e a importância da literatura para o desenvolvimento de nossas crianças. Junto aos livros foi enviada uma carta falando sobre a importância de alimentos sem agrotóxicos e sobre usos do limão galego, um dos alimentos entregue.

As entregas das cestas exigiram um grande esforço psicológico: tivemos o atraso das cestas no primeiro dia, a troca da data na terceira cesta, a destruição das fechaduras do portão e de uma das salas de aula, assim como os cadeados dos banheiros externos – tudo isso na segunda entrega, junto com o arrombamento de um dos prédios da instituição. Além dessas eventualidades, ainda tivemos a dificuldade em acessar as famílias já que nem todas estão no Facebook e precisamos organizar esse contato via whatsapp, o que foi um trabalho importante para a escola, mas que gerou uma demanda a mais em um curto espaço de tempo. O contato via whatsapp foi importante para que as famílias recebessem as informações sobre os cuidados necessários para o encontro na escola, como uso de máscara e levar a bolsa retornável entre outras orientações, ou seja houve todo um movimento anterior a entrega das cestas, para que ela acontecesse. Contamos com bolsistas da UERJ na preparação dos convites individuais informando horário e as orientações, que foram enviados pelo whatsapp. Ainda foi necessário garantir que 20 famílias fossem buscar os alimentos na escola, para que nenhuma cesta ficasse sem chegar às pessoas que precisam, assim tivemos que fazer contatos com famílias que receberiam em outra data para ver quem poderia ir buscar naquele dia.

Essa foi mais uma ação realizada com a Rede Ecológica e que nos mostra que mesmo em um momento tão adverso como esse em que vivemos, é possível sonhar com um mundo melhor. E mais ainda, é possível dar passos rumo a realização desses sonhos!!!

Aproveitamos para divulgar uma descrição do quintal, preparada por Rafael Moura, que ajuda a entender os desafios e os encantamentos deste espaço.

Projeto_CAC_2020